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Kamala Harris (Foto: Getty Images)

Kamala Harris (Foto: Getty Images)

Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos, tem visitado diferentes estados nas últimas semanas para discutir os impactos da decisão da Suprema Corte do país de reverter o direito constitucional ao aborto. Em entrevista ao portal PopSugar, ela, que é a primeira mulher a ocupar a vice-presidência, ressalta a importância das próximas eleições para expandir direitos reprodutivos e condena a decisão da corte mais importante dos EUA em reverter a decisão de quase 50 anos atrás no caso Roe v. Wade.

"Primeiramente, acho que a maior questão aqui é que é sobre liberdade e independência. Sério. Você está sugerindo que meu governo deveria me dizer quando vou começar uma família? Se eu deveria começar uma família? Você está seriamente sugerindo que meu governo está em uma posição melhor que eu para dizer o que fazer com meu corpo?", refletiu.

Harris ainda apontou que algo assim estar acontecendo no país em 2022 é "loucura", e que a população deve pensar sobre a expansão de direitos. "A ideia de que estamos nessa situação em 2022... é loucura. Além de ser assustador e um retrocesso", ressaltou.

"Progresso no nosso país, até este ponto, tem sido sobre a expansão de direitos, não sobre reduzir direitos. Isso está nos puxando para trás. Meu maior medo é por todas as mulheres lá fora que estão sofrendo em silêncio e não sabem onde pedir ajuda, que se tornam desesperadas porque acreditam que não existe ajuda disponível para elas. O que quero para todo mundo é que as pessoas saibam que não estão sozinhas", acrescentou.

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Kamala também falou sobre os projetos que Joe Biden tem em andamento para aumentar os direitos reprodutivos no país. O presidente está preparado para assinar duas legislações federais: o Ato de Proteção à Saúde da Mulher, que impede a criminalização do aborto em casos de estupro e incesto e protege médicos e profissionais da saúde de serem penalizados por realizar procedimentos ou fornecer medicamentos em casos de aborto; e o Ato de Liberdade ao Voto, para garantir o acesso ao voto em todo o país.

Para que esses projetos de leis cheguem até a assinatura de Joe Biden, a assinatura de mais dois senadores são necessárias. Por isso, a vice-presidente também lembra da importância das eleições de meio de mandato, que acontece no dia 8 de novembro nos EUA e elege os representantes para o Senado e para a Câmara de Representantes, além dos governadores de 36 dos 50 estados do país.

"Você deve sempre ser vigilante sabendo que nossa democracia e seus direitos estão tão intactos e tão fortes quanto a sua vontade de lutar por eles. Então não podemos nunca descansar e dizer 'lidamos com isso'. Porque a natureza dessas coisas é que nós sempre, em cada geração, devemos lutar para mantê-las - ou arriscar que elas vão embora. Mas você não precisa da permissão de ninguém para lutar pelos seus direitos", declarou.

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