Lipedema: 5 verdades que você precisa saber

Nunca se falou tanto sobre essa condição. Mas o que realmente é importante levar em conta? Especialista explica

Por Giuliana Cury Para Marie Claire


Lipedema: 5 verdades que você precisa saber GettyImages / Luis Alvarez

Desde que Yasmin Brunet participou do BBB no ano passado, a busca pelo termo lipedema no Google disparou. Na verdade, a condição em si ganhou destaque, mesmo, após a saída da participante da casa mais vigiada do país. Até então, a própria influenciadora desconhecia seu diagnóstico, acreditando que se tratava de celulite e retenção de líquido.

Por mais que o assunto continue sob os holofotes, ainda há muita desiformação. “Se, por um lado, a exposição da condição nas redes sociais ajuda a dar mais visibilidade e incentiva as pessoas a procurarem tratamento, por outro, acaba gerando confusão, com informações errôneas, distorcidas ou até com falsas promessas”, alerta a dra. Giulia Godoy, médica cirurgiã plástica pela Universidade de São Paulo.

Para esclarecer de uma vez o assunto, pedimos para a especialista listar os fatos mais relevantes sobre a doença. Confira:

1. Lipedema não é celulite nem um acúmulo comum de gordura

“Ao contrário da obesidade convencional, o lipedema é uma condição médica crônica caracterizada por uma concentração desproporcional de gordura, especialmente em pernas e braços”, esclarece e cirurgiã. Ela explica que vem acompanhada de dor, sensibilidade ao toque e tendência à uma inflamação duradoura. “Outro ponto importante é que se trata de uma alteração metabólica e estrutural do tecido adiposo, ou seja, não está relacionada exclusivamente a hábitos alimentares ou sedentarismo.”

2. A causa do lipedema ainda não é totalmente compreendida

Embora sua origem exata ainda esteja em estudo, fatores hormonais e predisposição genética são apontados como os principais gatilhos. “O que já se sabe com certeza, é que o quadro costuma surgir ou se intensificar em momentos de grandes mudanças hormonais, como puberdade, gravidez e menopausa”, explica a dra. Giulia.

3. Dieta e exercício isolados não resolvem o problema

“Apesar de essenciais para a saúde em geral, uma dieta balanceada e a prática de atividade física têm um efeito limitado sobre o lipedema”, esclarece a médica. “Isso porque as células de gordura envolvidas apresentam resistência ao metabolismo convencional. A perda de peso pode atenuar alguns sintomas, mas não elimina a condição. Em alguns casos, dietas muito restritivas podem, inclusive, agravar a inflamação.”

4. O lipedema pode impactar a qualidade de vida

A cirurgiã explica que, sem o tratamento adequado, o lipedema tende a progredir, intensificando sintomas como dor, limitação da mobilidade e risco de desenvolver linfedema secundário, quando os vasos linfáticos sofrem danos ou ficam obstruídos. “Isso sem falar no impacto emocional, afetando profundamente a autoestima e o bem-estar. Por isso é tão importante fazer um diagnóstico acertado e traçar o tratamento e acompanhamento multidisciplinar.”

5. Existem tratamentos eficazes, mas não milagres

O tratamento do lipedema é baseado em uma abordagem personalizada e integrativa. Drenagem linfática manual, fisioterapia especializada e uso de meias de compressão são opções terapêuticas importantes. “Em casos mais avançados, procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração adaptada ao lipedema podem ser indicados. Além disso, um suporte multidisciplinar, com acompanhamento psicológico, orientação nutricional e prática de exercícios físicos ajustados para a condição, ajudam a potencializar os resultados.

Mais recente Próxima Styling fácil: 6 segredos para modelar seus cabelos com finalizadores

Continuar lendo