Blush em pó ainda é útil em 2026? Veja as considerações de uma maquiadora profissional
O mercado de beleza está em constante evolução e, com isso, pode ser que produtos protagonistas assumam novos papéis na rotina; entenda
Pode ser que o seu queridinho seja o blush em stick, cremoso ou quem sabe o líquido. Com a evolução das tecnologias de formulação, existem atualmente infinidades de texturas e versões diferentes do produto para experimentar. E, se o ditado “deve-se livrar do velho para dar lugar ao novo” servir para o mundo da beleza, será que, um dia, fórmulas pioneiras se tornarão obsoletas?
Em meados do século XIX, o blush surgiu como um dos primeiros produtos de beleza industrializados. À época, era conhecido como rouge, e o apelido não é à toa, já que era, justamente, o nome do pioneiro lançado pela marca Bourjois. “Foi ali que começou a surgir o conceito do blush como produto de maquiagem do dia a dia, e não apenas algo restrito aos palcos”, diz a maquiadora Chloé Gaya.
Ela conta que a categoria do produto evoluiu junto com o mercado, passando por transformações na composição e acabamento: “Os primeiros blushes em pó eram espesso, tinham partículas maiores, isso dificultava muito o esfumado e deixava o acabamento zero natural”. Ela ressalta que existia uma limitação importante na cartela de cores, o que reduzia a adaptação para diferentes tons de pele. “Hoje temos blushes com texturas ultrafinas, acabamentos que vão do matte aveludado ao glow radiante, além de versões líquidas e em gel", diz.
No entanto, é impossível não notar que grande parte dos lançamentos recentes incluíam fórmulas cremosas, stick, jelly… e pouco destaque para os pós. Gaya comenta: “Não diria que o blush em pó perdeu a utilidade, e sim que ele mudou de papel de protagonista para o de finalizador estratégico". Isso, segundo ela, se dá porque vivemos a era da pele glow, e esses produtos se fundem com a pele de um jeito que o pó tradicional simplesmente não consegue, entregando aquela aparência de "saúde que vem de dentro".
As fórmulas cream to powder são o grande destaque tecnológico do momento, porque entregam a facilidade de esfumar do creme com a durabilidade e o acabamento seco do pó, o que é perfeito para quem tem pele mista ou oleosa e não abre mão das trends. “O clássico continua sendo essencial para selar a make, garantindo que a cor não se mova durante o dia, especialmente em eventos longos ou climas quentes, então ele não morreu; ele apenas se transformou em uma camada de segurança, e as fórmulas inovadoras ganharam nossos corações pela praticidade de aplicação.”
Como, quando e onde usar blush em pó?
O segredo para conseguir um acabamento impecável está todo na preparação de pele e, claro, na aplicação. “Nunca leve o pincel carregado direto ao rosto, dê sempre aquela batidinha no dorso da mão para tirar o excesso. Para o blush não agarrar em certos pontos da base, é ideal aplicar com a pele selada.”
O pincel deve ser fofinho, usado em movimentos circulares e ascendentes em direção às têmporas. “Sempre esfume bem as bordas para que ninguém saiba onde o blush começa e onde termina, se pesar a mão, dê batidinhas com o pincel que você usou para a base, mas sem pegar mais produto", aconselha a maquiadora. Quando a ideia é uma pele mate e aveludada, esse tipo de fórmula é ideal.
Para looks que pedem máxima durabilidade, o método sanduíche funciona bem: “Começa com um blush cremoso ou em stick depois da base e antes do pó. Depois, uma camada fininha de blush em pó por cima para selar”. Misturar texturas também pode servir para um acabamento personalizado.