PFW: Miguel Castro Freitas une látex, alfaiataria e mulheres poderosas em estreia na Mugler

O estilista português revisitou códigos emblemáticos da Mugler, em uma releitura menos teatral e mais real da grife

Por
Natália Guadagnucci
, redação Marie Claire — São Paulo (SP)


Mugler, verão 2026 Getty Images

Esta quinta-feira (02) marca mais uma estreia na semana de moda de Paris: é a vez de Miguel Castro Freitas apresentar seu primeiro desfile para a Mugler. Experiente, o estilista português tem passagens por casas como Dior, Saint Laurent, Lanvin e Dries Van Noten.

Intitulada “Aphrodite Stardust” (poeira estelar de Afrodite), a coleção faz um aceno à visão da mulher como um ser de outro mundo, intocável, muito cultivada por Thierry Mugler. Segundo o designer, a apresentação de hoje é parte de uma trilogia de clichês glorificados”. No início de sua trajetória na Mugler, Miguel que atuar quase como um arqueólogo, cavando nos arquivos da marca para (re)descobrir seus códigos.

Mugler, verão 2026 — Foto: Getty Images

O power dressing, o glamour, a mulher fatal e o retrofuturismo estavam todos na passarela, com um olhar contemporâneo que trouxe um pouco de realidade para a estética teatral da maison. Alfaiataria e látex deram forma a peças com cintura bem marcada e ombros estruturados, evidenciando a silhueta ampulheta e o design dos corsets.

Mugler, verão 2026 — Foto: Getty Images

Freitas também referenciou o desfile de alta-costura do verão 1997 da Mugler, "Les Insectes", conhecido por criações emblemáticas, como o vestido com escultura de borboleta. Agora, em 2025, a “showgirl da vida real” continua usando penas coloridas, mas com calça de alfaiataria.

Mugler, verão 2026 — Foto: Getty Images
Mugler, verão 2026 — Foto: Getty Images
Mugler, verão 2026 — Foto: Getty Images
Mugler, verão 2026 — Foto: Getty Images
Mugler, verão 2026 — Foto: Getty Images
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