Conheça a astronauta Christina Koch, primeira mulher a sobrevoar a Lua
Especialista de missão na Artemis II, da NASA, está a bordo da cápsula Orio desde o início de abril
Nesta segunda-feira (6), Christina Koch tornou-se a primeira mulher a sobrevoar a Lua. Integrante da missão Artemis II, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), ela iniciou sua jornada no Centro Espacial Kennedy a bordo da cápsula Orion, no dia 1° de abril.
O voo de dez dias tem como objetivo testar os sistemas de navegação e suporte à vida em um trajeto que passará pela Lua antes de retornar à Terra.
Embora a missão não envolva um pouso, as observações feitas pelos astronautas serão fundamentais para entender melhor a Lua e representa um marco importante na exploração espacial. Isso porque a Artemis II é a primeira missão com seres humanos ao redor da Lua desde a Apollo 17, em 1972.
Além de Koch, integram também a expedição os astronautas Jeremy R. Hansen, Reid Wiseman e Victor Glover, o primeiro homem negro a voar em torno da Lua. Até hoje, já foram realizadas mais de 200 missões no espaço, porém mulheres só estiveram no espaço acompanhados de profissionais masculinos.
Quem é Christina Hammock Koch?
Christina Hammock Koch, de 47 anos, é astronauta da NASA desde 2013. Natural de Grand Rapids, Michigan (EUA), ela se formou em engenharia elétrica e física pela Universidade Estadual da Carolina do Norte e, antes de ingressar na NASA, trabalhou em missões científicas e no desenvolvimento de instrumentos espaciais. Sua experiência inclui passagens pela Antártica e pelo Ártico, onde realizou trabalhos de campo em observatórios remotos.
Na NASA, Christina se destacou ao quebrar o recorde de maior tempo consecutivo no espaço por uma mulher, com 328 dias a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), que fica como um satélite em órbita e "hospeda" astronautas em suas missões há mais de 20 anos. A instalação conta com cinco quartos, dois banheiros, sala de ginástica e vários laboratórios.
O recorde anterior era da astronauta Peggy Whitson, em 2017, que foi 289 dias no espaço. A missão, que inicialmente duraria seis meses, foi estendida para coletar mais dados sobre os efeitos da microgravidade no corpo humano, essenciais para futuras missões à Lua e a Marte. Durante esse tempo, ela participou das primeiras caminhadas espaciais exclusivamente femininas, um marco histórico para a NASA.
Christina aterrissou no Cazaquistão em 6 de fevereiro de 2020 e comemorou o feito em suas redes sociais: “Essa viagem é de todos. Eu agradeço a todos envolvidos no sucesso de nossa missão e por ter nos dado a oportunidade de levar os sonhos de todos para o Espaço. Tenho muita gratidão por estar de volta ao Planeta".
Ela também falou de como Peggy foi um exemplo para ela: "Peggy [Whitson] é uma heroína para mim e ela foi muito bacana em ser minha mentora ao longo dos anos, então é um compromisso [o recorde quebrado] de passar à frente e ser uma mentora quando voltar”, disse na época.
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Após retornar à Terra em 2020, Christina celebrou a missão e expressou sua gratidão, destacando a importância de mentoria e se comprometendo a passar adiante o legado de figuras como Peggy Whitson, que foi sua mentora durante a jornada espacial. “Essa viagem é de todos. Eu agradeço a todos envolvidos no sucesso de nossa missão e por ter nos dado a oportunidade de levar os sonhos de todos para o Espaço. Tenho muita gratidão por estar de volta ao Planeta", escreveu nas redes.
Fora da carreira, Christina é entusiasta de atividades ao ar livre, como surfe e escalada, e também se dedica ao voluntariado e à educação científica.