Entre tapas e amarras: conheça 15 fetiches que fazem parte do BDSM
Marie Claire convida você para um mergulho nas fantasias que rondam o universo fetichista
O BDSM acabou ganhando grande destaque na mídia e no imaginário popular, por conta da febre dos livros e filmes da saga Cinquenta Tons de Cinza. Neles a principal prática era relacionada à dor para sentir prazer. Mas fique sabendo que nem só de dor se faz o BDSM. Existem vários fetiches e sub fetiches incluídos nesse universo. E, apesar de parecerem estranhos para algumas pessoas, essas práticas despertam muito prazer e tesão nos adeptos.
Vale citar que tudo é feito por meio de acordos e muito consentimento. As regras são combinadas antes, assim como a palavra de segurança (também conhecida como safe word) que será usada quando alguém não se sentir confortável durante a dinâmica. Entre os adeptos do BDSM, existem as regras SSC, que significa São, Seguro e Consensual. Esse lema dá o tom para tudo que será realizado quando a dinâmica começar.
Se você tem curiosidade para entender o que pode encontrar em uma relação fetichista, Marie Claire reuniu 15 fetiches do universo BDSM e explica, em detalhes, como cada prática funciona.
Bondage
A primeira letra da sigla representa uma prática que envolve prender ou restringir os movimentos durante o sexo ou nas preliminares. Dá para usar algemas, lenços, cordas e outros objetos que permitam a amarração. Aqui dá para incluir mordaças, gag balls (uma mordaça em forma de bola, amarrada com tiras de couro), fitas adesivas e vendas nos olhos como um plus de privação sensorial. O principal cuidado que deve-se ter durante a prática é garantir segurança. Se for usar algemas, tenha as chaves por perto. Se for corda ou lenço, deixe uma tesoura segura ao alcance. E nunca deixe a pessoa que está presa sozinha no local, nem ignore a palavra de segurança.
Self-Bondage
Essa aqui é uma variação da prática anterior, a diferença é que, em vez de ser amarrado, você é quem se amarra ou se prende. Seja com cordas ou qualquer um dos objetos citados acima. O cuidado aqui precisa ser redobrado, porque provavelmente você estará sozinha quando praticar e precisa ter um plano de segurança para se soltar. Vale começar com restrições leves e progredir aos poucos com a complexidade da restrição e movimentos. A prática serve para ter controle sobre si mesma e entender os seus limites durante o bondage com outras pessoas.
Dominação, disciplina e submissão
A letra D de BDSM significa dois tipos de fetiches diferentes, mas que se complementam: o de dominar e o de obedecer. Na parte de disciplina e submissão, a pessoa será “adestrada” a seguir as ordens do dominador do jeitinho que for combinado.
Sim, tudo é conversado antes: o que pode e o que não pode, até onde cada um quer ir e quais são os “castigos”, caso as ordens sejam desobedecidas. Às vezes, dar uma de rebelde aqui, pode ser tão divertido quanto.
Já na dominação, o foco está no controle — pode ser físico, mental e emocional — que será exercido por quem está no comando. Essas pessoas podem se denominar Dom (no caso do homem) e Domme (se for mulher).
Humilhação
Esse é um fetiche que vem da dinâmica de dominação e submissão, e envolve xingar e provocar situações “humilhantes” a pessoa submissa. Pode incluir apelidos desprezíveis, “obrigar” a realizar comandos constrangedores em público, falar mal do tamanho do pênis e até compelir a pessoa a pagar coisas para você. Vai depender do que é considerado humilhante entre os envolvidos na brincadeira.
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Sadismo
Nesse fetiche, o prazer está ligado a provocar dor nas parcerias. Aqui vale usar as mãos para dar tapas, chicotes, cadeiras que deixem a pessoa em uma posição desconfortável, plugs de mamilos com choques e vários outros objetos. O sadismo é uma das práticas mais conhecidas do BDSM e o que faz muitas pessoas terem receio de experimentar. Mas vale dizer que a intensidade pode e deve ser conversada para que você não faça nada que não tenha vontade ou que te cause uma dor não prazerosa.
Masoquismo
A pessoa masoquista é a pessoa que sente prazer ao receber dor. É um fetiche complementar ao sadismo. O adepto ao masoquismo pode também querer se colocar no papel de submisso, escravo e ter um dominador para causar a dor necessária para gozar muito.
Shibari
Uma das técnicas mais utilizadas durante a bondage, é uma arte milenar de amarração japonesa. A corda é passada pelo corpo de formas estratégicas, com nós elaborados para gerar prazer ao restringir os movimentos e deixar certas partes do corpo mais sensíveis. Praticar o shibari vai além do prazer sexual e é uma técnica utilizada para criar uma ligação física e emocional entre as pessoas envolvidas. A estética das amarrações também causa muito prazer tanto em quem faz quanto em quem recebe.
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Breathplay ou asfixia erótica
É considerada uma prática edge play (ou seja, mais perigosa) por obstruir as vias respiratórias da outra pessoa. A mais conhecida é o enforcamento ou “choking”: nada mais é do que pressionar o pescoço da pessoa com as mãos para limitar a respiração.
Uma outra forma de fazer isso é com um movimento que se assemelha a um “mata-leão”, só que com as pernas. Também é possível realizar o breathplay durante o sexo oral, ao sentar no rosto da pessoa e deixar que perca o ar enquanto te chupa — também conhecida com facesitting. Por ser uma prática perigosa, nunca se deve fazer o breathplay sozinho. Quem for praticar o sufocamento precisa conhecer bem os limites da parceria para saber até onde ir. Além disso, é preciso decidir uma palavra de segurança não verbal para parar no momento que não aguentar mais.
Spanking
Essa prática ficou muito famosa depois da saga Cinquenta Tons de Cinza, mas seu significado pode variar entre dar tapas na bunda de alguém ou qualquer tipo de castigo direcionado às nádegas, como chicotadas, chineladas e cintadas. Tem pessoas que consideram o spanking um tipo de impact play (veja o próximo fetiche).
Impact Play
O prazer aqui consiste em ser atingida fisicamente por outra durante o sexo ou fora dele. O impacto pode envolver objetos ou somente a força das mãos. Alguns exemplos mais comuns estão o flogging, que usa chicotes com várias tiras e pode ser uma massagem mais suave, ou deixar marcas pelo corpo; o whipping, que utiliza o chicote tradicional para impactos mais intensos; e o padding, que envolve o uso de palmatórias para atingir a bunda ou outras partes do corpo da parceria.
Pet play
Essa prática pode ter apelo sexual ou ser somente uma encenação entre as parcerias. Nessa brincadeira, uma faz o papel de adestrador ou dona, e outra, do animal. Pode ser um cachorrinho, gatinho ou o que a imaginação mandar. A pessoa pode andar de quatro, usar coleira, comer no potinho e receber comandos para serem obedecidos ou ser mimada como um pet de verdade. Vale dizer que esse fetiche não tem nenhuma ligação à zoofilia. O foco principal é desempenhar um tipo de vínculo e interação diferente, não o envolvimento com animais reais.
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Age play
Nesse fetiche a brincadeira está em simular idades diferentes da realidade, podendo ser fantasias de bebê, criança, mãe, madrasta, pai e por aí vai. Pode ter um envolvimento mais ligado ao carinho e acolhimento ou uma pegada mais erótica. E não tem nada a ver com pedofilia: o foco não é fetichizar infância, mas explorar dinâmicas de poder, cuidado, nostalgia e a sensação de vulnerabilidade.
Podolatria e trampling
Tem gente que ama pés e tem gente que ama ser pisoteada. A podolatria envolve o fetiche por pés — tocar, olhar, cheirar, lamber. Já o trampling é quando a pessoa sente prazer ao ser pisada por alguém, seja com pés descalços ou com salto alto. Dói? Pode doer, mas essa é a graça: os adeptos adoram a dor e a humilhação de serem pisados por alguém.
Scat e golden shower
Os dois fetiches envolvem interações com fluidos corporais. Em outras palavras: xixi e cocô. O golden shower é o fetiche que envolve prazer em urinar e ser urinado por alguém — alguns adeptos gostam do cheiro, e em certos casos, curtem ingerir. Já o scat segue a mesma linha, mas com o foco nas fezes. Por serem mais extremas, exigem um nível de confiança elevado e muito consentimento.
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Wax play
Nessa brincadeira, você vai usar a cera da vela derretida no corpo da sua parceria ou no próprio. É um jogo de sensações e vale lembrar que não é feito com qualquer vela. Existem velas especializadas para a prática. A diferença é que elas derretem com uma temperatura mais baixa e evitam que aconteçam queimaduras graves — mais ainda assim mantém a sensação da cera quente caindo na pele.