7 perguntas que você precisa fazer antes de comprar um vibrador novo
Marie Claire ouviu especialistas sobre o que você deve saber e pensar antes de comprar seu primeiro (ou próximo) sex toy
A variedade de produtos do mercado erótico é enorme. Entre vibradores, sugadores, plugs e mais, escolher aquele que realmente vai proporcionar as melhores sensações pode ser um grande desafio. Além de conferir resenhas e indicações — como as várias que compartilhamos aqui em Marie Claire —, é essencial pensar a fundo no que você busca antes de escolher comprar um novo sex toy.
Nem sempre o vibrador mais hypado de uma marca específica vai ter o mesmo efeito sobre você. Antes de decidir qual comprar, é essencial entender o que desperta seu prazer de forma única e quais são seus gostos (diz aí, você não faria isso se fosse comprar um celular ou um móvel novo? É a mesma coisa).
Perguntar a si mesma coisas como “Quero um vibrador para usar sozinha ou em casal?”, “Preciso de estímulos múltiplos?” e “Quanto estou disposta a investir?” podem ser cruciais para indicar qual sex toy vai atender suas necessidades e vontades.
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Marie Claire ouviu várias dicas e orientações de especialistas em sexualidade. Separamos 7 coisas que você precisa saber antes de comprar um vibrador.
1- “Quero usar meu vibrador de que forma? Quais partes do corpo quero explorar?”
Seja você uma expert no mundo dos sex toys ou alguém que está começando agora, é importante saber quais são as áreas mais prazerosas do seu corpo — e quais você quer explorar — antes de decidir qual comprar. Se o que você quer são estímulos diretos na vulva, fica mais fácil encontrar o que você busca.
Mas Bárbara Bastos, terapeuta sexual e criadora da Désir Atelier, enfatiza que tem quem goste (e muito) de usar os brinquedos eróticos para despertar outras zonas erógenas. “Se você tem mais sensibilidade atrás da orelha, no pescoço ou nos pés, por exemplo, é possível encontrar um vibrador que sirva para explorar essas outras zonas erógenas”, diz.
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Dependendo de qual sensação quiser sentir, você pode optar por adaptar modelos clássicos (como os bullets, sugadores e dedeiras) para as zonas erógenas que quiser explorar — como os mamilos ou a parte de dentro das coxas, por exemplo.
Caso esteja afim de experimentar estímulos anais, também pode explorar o mundo dos plugs, dildos ou vibradores específicos para essa região.
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2- “Quais estímulos e intensidades quero experimentar com um vibrador?”
A possibilidade de alternar velocidades e funções são cada vez mais comuns em catálogos de várias marcas. Pode rolar de ir com sede demais ao pote e escolher o modelo que pareça mais completo, digamos. Mas calma lá: antes de apostar num vibrador com mais de 30 velocidades, que tal pensar se não é melhor começar mais devagar?
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Quem não tem costume de usar vibradores pode ter uma sensibilidade maior a vibrações e estímulos muito fortes e intensos. Bárbara diz que, se for seu caso, o melhor é começar devagar. “Dá para perceber essa sensibilidade já na masturbação com os dedos. Com o toque, a mulher consegue entender se prefere uma pressão mais intensa ou algo mais delicado”, explica.
Para quem está começando, os modelos que permitem ajustar a vibração — do nível mais suave ao mais potente — são uma boa pedida para explorar aos poucos o que mais te agrada. Já os com vibrações ritmadas são ótimos para quem gosta de ser surpreendida por variações de estímulos.
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3- “E se eu quiser ser penetrada?”
Se você é do time que ama penetração na masturbação, saiba que é possível encontrar toys interessantes que vão proporcionar sensações diferenciadas — como os dildos, rabbits e outros modelos com a haste penetrável.
Nesse caso, a sexóloga Michelle Sampaio, que integra a Diretoria Executiva da Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), orienta prestar atenção ao tamanho do vibrador. “Dá para comparar com o tamanho de pênis com que já transou. É uma boa forma de identificar o tamanho e a espessura mais confortáveis.”
Outra dica: antes de comprar, confira as medidas do na descrição e procure fotos ou vídeos que mostram o toy ao lado de outros objetos para ter uma noção mais realista do tamanho.
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Agora, se a penetração não é muito a sua praia, tudo bem também! O que não falta no mercado são opções que estimulam exclusivamente o clitóris e a vulva — como sugadores, dedeiras ou bullets.
“Recomendo muito os bullets porque são mais fáceis de usar, principalmente para quem tem dificuldade de posicionar o sugador direto no clitóris”, destaca Sampaio.
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4- “Devo apostar em um vibrador simples ou com múltiplas funções?”
Sabe aquele ditado em que menos é mais? Bem, também vale quando estamos falando das funções de um sex toy, (principalmente se você estiver começando). Por outro lado, modelos com múltiplas funções permitem experimentar diferentes tipos de estímulo em um único produto — o que pode ser ótimo para quem não pode ou não quer gastar tanto.
Caso opte por um desses, Michelle Sampaio recomenda a combinação de funções para entender quais tipos te agradam mais — e as possibilidades são imensas! Um exemplo é o modelo rabbit, que tem uma haste penetrável e um estimulador de clitóris. Alguns proporcionam até orgasmo triplo com estímulo anal.
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5- “Quero um vibrador para usar sozinha ou em casal?”
Essa é uma das perguntas mais importantes que você deve se fazer antes de comprar um novo brinquedo erótico. O design do sex toy vai, muitas vezes, definir se é confortável para usar em casal.
“Sugadores no formato de flor, por exemplo, são ótimos para usar sozinha, mas podem atrapalhar na penetração, quando os corpos estão juntos”, explica Bárbara.
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Se a ideia é usar com a parceria, Bastos indica toys com design anatômico, fáceis de segurar ou que conseguem ficar fixos sem atrapalhar os movimentos.
Também existem opções pensadas especificamente para casais, como vibradores de duas pontas penetráveis, strapless com ou sem sugador e anéis penianos com vibração. “Pensar nisso antes da compra evita frustração e garante que o vibrador combine com a experiência que você deseja ter”, completa a terapeuta sexual.
6- “Quais tipos de textura e formatos prefiro testar?”
Além do tato, os vibradores também podem contribuir para sua excitação visual. Ou seja: um dildo com design realista de pênis não necessariamente vai ser excitante a algumas pessoas. Então, é essencial pensar na textura, formato e material do toy.
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Detalhes como texturas lisas e macias, curvados ou retos, em relevos ou em materiais diferenciados podem mudar completamente a experiência, já que influenciam na sensação durante o uso.
Priorize sempre os vibradores que seguros para o corpo. Em geral, são feitos decomo:
- silicone cirúrgico, médico ou platina
- aço inoxidável ou cirúrgico
- vidro borossilicato (usado na fabricação de dildos de vidro)
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Bárbara Bastos indica que você busque por sex toys mais suaves ao toque e com texturas sutis, por serem mais confortáveis. “Vale prestar atenção nos modelos que têm a ponta levemente curvada, porque eles conseguem estimular o ponto G — que é como se fosse o ‘clitóris interno’.”
7- “Quanto estou disposta a pagar em um vibrador?”
Antes de caber dentro de você, o vibrador precisa caber no seu orçamento. Defina um valor que deseja gastar e busque o melhor custo-benefício. Atualmente no mercado, é possível encontrar toys mais baratos (a partir de R$ 60) e desembocar em outros que podem custar milhões.
Já adiantamos que, nem sempre, o mais barato é a melhor escolha. Os motivos vão da escolha do material — como plástico e borracha, que podem ser inseguros —, bateria que dura menos e uma potência que fica muito aquém do esperado.
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Mas há opções acessíveis no mercado que podem durar anos, se receberem os cuidados certos. Claro, pode ser que você precise desembolsar um pouquinho mais. Mas pense que a durabilidade de toys com materiais próprios, bom design e bons motores vai fazer com que o vibrador resista a muitos anos de uso.
Dica extra: para garantir a durabilidade, lave seu toy corretamente antes e depois do uso, com sabão neutro ou limpador específico para o material. Deixe secar naturalmente e guarde em local longe da luz solar (e do olhar alheio também, se preferir).