Como tratar os quatro tipos de olheiras? Dermatologistas falam sobre o que funciona!
As olheiras são, muitas vezes, motivo de insegurança, e tratar o problema com produtos sem indicação dermatológica pode não trazer o efeito esperado. Isso porque existem quatro tipos de olheiras, e cada uma delas deve ser cuidada de maneira específica. Para tirar todas as suas dúvidas, conversamos com especialistas, que mostram o que há de melhor para reverter as olheiras
Provavelmente você já se olhou no espelho e sentiu que estava com um semblante cansado. Muitas vezes, isso tem uma relação direta com as olheiras, que podem ser causadas por diversos fatores, desde genética até uma noite sem sono ou rotina pesada. Talvez, você já tenha até mesmo testado uma série de produtos famosos nas redes sociais para amenizar o problema, mas a verdade é que encontrar o tratamento ideal para a sua olheira é uma missão um pouco mais complexa.
Isso porque não existe apenas um tipo de olheira, mas sim quatro, e cada uma delas tem recomendações diferentes. De acordo com a dermatologista Laís Rios, são quatro os tipos de olheiras: Quem explica detalhadamente é Mayla Carbone.
- Olheiras Estruturais: são mais associadas à anatomia facial, especialmente em pessoas que possuem o olho mais fundo, criando uma sombra natural na região.
- Olheiras Pigmentadas: possuem uma coloração mais escura, geralmente castanha ou marrom, devido ao aumento de melanina na área.
- Olheiras Vasculares: também conhecidas como olheiras de cansaço, são causadas por uma dificuldade de circulação sanguínea na região dos olhos. A cor delas pode variar entre rosa, vermelho e arroxeado, mas geralmente são azuladas. Além do problema circulatório, noites mal dormidas, acúmulo de hemoglobina na região dos olhos e retenção de líquido são algumas das causas.
- Olheiras Mistas: são uma combinação de dois ou mais desses fatores, o que as torna um pouco mais desafiadoras de tratar. Por exemplo, se a pessoa apresenta tanto má circulação sanguínea quanto pigmentação excessiva, é necessário combinar tratamentos para melhorar a circulação e clarear a área. Isso acaba exigindo uma abordagem mais personalizada.
O que fazer na rotina para amenizar as olheiras?
Para cuidar das olheiras, além dos tratamentos, é importante manter uma rotina de cuidados com a pele, além de uma alimentação saudável. “Dormir bem e passar protetor solar diariamente é necessário. Um bom creme específico para a área dos olhos também é interessante. Evitar coçar os olhos é uma boa dica para quem não quer ter um escurecimento nesta região”, reforça Rios.
A dermatologista Carbone fala sobre a necessidade da hidratação. “Algo que parece óbvio, mas as pessoas acabam esquecendo, é que a desidratação também é um agravante, pois a pele fica mais fina, evidenciando ainda mais a pigmentação e os vasos sanguíneos. Por isso, não se esqueça de beber água.”
Como tratar as olheiras?
Atualmente, os tratamentos para as olheiras podem ser feitos de diversas formas. Desde o uso de cremes específicos, até preenchimentos, laser e ultrassom. A melhor forma de descobrir o que você deve fazer, é consultando um dermatologista de confiança.
Para olheira profunda
“É importante a reestruturação da face quando a olheira é profunda. Nós chamamos isso de goteira lacrimal. É quando ela está bem funda. Nesse caso, o ideal é preencher com ácido hialurônico na goteira lacrimal para deixar de ficar fundo. O tratamento dá a impressão que clareia, porque ele eleva essa região. Uma novidade é o Evofill Fine Lines, um ácido hialurônico que contém a niacinamida, que é uma substância clareadora, então além de preencher já clareia de dentro para fora”, destaca o Dr. Abdo Salomão Jr.
Para olheira vascular
“A olheira vascular realmente tem aquela fama de olheira do sono. As pessoas que dormem mal, acordam com essa região pior. O ideal seria os pacientes aprenderem a fazer a drenagem linfática nesse local, em casa mesmo. Ele deve fazer massagem em direção centrífuga, do centro para fora, na região das olheiras, que acaba diminuindo o acúmulo de sangue nessa região e tem uma melhora bem importante. Cerca de cinco minutinhos de manhã e cinco minutinhos de tarde, já ajuda muito. Existem também alguns produtos. Basicamente, compostos de ácido tioglicólico, que ajudam a melhorar, inclusive, a olheira vascular, e vitamina K. É necessário melhorar os hábitos de vida também: então a recomendação é descansar, levar uma vida saudável, dormir de sete a oito horas por dia, manter uma alimentação saudável, e o uso correto de cosméticos orientados pelo dermatologista”, explica Salomão.
A dermatologista Carbone completa: “Lasers como o Fotona, ND: YAG ou luz pulsada podem ajudar a clarear a área e melhorar a circulação, assim como o peeling químico. Importante ressaltar que esses procedimentos são seguros quando realizados por profissionais capacitados.”
Para olheira pigmentar
As olheiras pigmentares têm coloração acastanhada e são causadas devido ao acúmulo de melanina na área dos olhos, que é o pigmento responsável pela coloração da pele. Além dos cremes clareadores específicos para a região, um sucesso em tratamento rápido é o laser de picossegundos Quadri Pico.
“O Quadri Pico é um laser ultrarrápido que trabalha com pulsos em picosegundos, gerando um efeito mecânico capaz de causar uma microfragmentação da melanina, que é então eliminada pelo organismo. Como o equipamento trabalha por meio de reações fotoacústicas sem que haja conversão para um efeito fototérmico, é possível utilizar energias altíssimas para potencializar resultados, mas com desconforto reduzido”, explica o dermatologista Dr. Abdo Salomão.
Para olheira mista
“No caso de olheira mista, que é a grande maioria dos casos que atendemos, o ideal é associar tudo isso que comentamos. Se a predominância é pigmento, o laser clareador; se a predominância é vasos, o laser com essa afinidade; se a olheira é vascular, existem ativos específicos para isso. Se ela for profunda é preenchimento, de preferência com Evofill Fine Lines. Na grande maioria tem um pouquinho de tudo, e cabe ao especialista direcionar e fazer os tratamentos que vão dar o resultado mais rápido e de forma segura. Essa é uma região que não pode errar porque os resultados ruins ficam por ano”, diz Salomão.
Para bolsas
No caso das bolsas palpebrais, a principal causa é a genética e o tratamento é diferente. “Como tratamento, é interessante o Smart Fiber, um equipamento de endolaser de última geração que utiliza um sistema de fibra óptica dedicado que é inserido sob a pele para entregar energia a laser de dentro para fora. Ele ajuda a destruir essas bolsas. Outra opção é a radiofrequência multilayer do Megaderme Duo, que são microagulhas banhadas a ouro, que vão até a gordura e furam os adipócitos, que vão ser consumidos depois pelo organismo. Tem também o Atria, um ultrassom que também ajuda bastante a destruir a coagulação provocada pelo ultrassom. E é claro que a alternativa cirúrgica está sempre presente, se for o caso, nas bolsas mais salientes, o que acaba resolvendo de forma definitiva”, fala.









