FPS, UVA, UVB: entenda o significado das siglas presentes nos rótulos de protetores solares
O protetor solar deve ser nosso companheiro diário. Mas nem sempre é fácil compreender as diversas siglas presentes nos rótulos dos produtos. Aqui, explicamos as principais delas
Você já se deparou com siglas como FPS, UVA, UVB e PPD nos rótulos dos protetores solares e ficou na dúvida sobre o que elas realmente significam? Essas letrinhas, embora pequenas, carregam informações essenciais para garantir a proteção adequada da pele contra os efeitos nocivos da radiação solar.
Muito além de evitar queimaduras, o uso correto do protetor solar é fundamental para prevenir o envelhecimento precoce, manchas e até o risco de câncer de pele. Mas, para escolher o produto certo e usá-lo de maneira eficaz, é importante entender o que cada sigla representa. Afinal, a proteção vai muito além do FPS estampado na embalagem.
Para isso, conversamos com a dermatologista Claudia Marçal e, aqui, reunimos um guia completo para você entender, de uma vez por todas, os rótulos dos protetores solares.
UVA e FPUVA - Radiação Ultravioleta e Fator de Proteção UVA
Os raios ultravioletas UVA são radiações que penetram mais profundamente na pele, contribuindo para o envelhecimento precoce e o surgimento de manchas e rugas: "Os raios UVA afetam a pele em todas as estações do ano e podem causar desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele", comenta Marçal.
Em contrapartida, o Fator de Proteção UVA (FPUVA) é a sigla que mede a proteção contra essa radiação e, em alguns rótulos, pode aparecer como PPD (Persistent Pigment Darkening). Para uma proteção adequada, a dermatologista recomenda que o FPUVA deve ser, no mínimo, um terço do Fator de Proteção Solar (FPS) do produto. Ou seja, se o FPS do seu protetor é 60, o ideal é que a proteção UVA dele seja de 20, por exemplo.
UVB e FPS - Raios Ultravioleta B e Fator de Proteção Solar
Os raios UVB afetam principalmente a epiderme, camada mais superficial da pele, causando queimaduras solares. Inclusive, são eles que o FPS se propõe a bloquear.
Assim, o Fator de Proteção Solar (FPS) surge como uma ferramenta que mede a proteção dos produtos contra os raios UVB: "É importante lembrar que o FPS alto, de forma isolada, apenas indica quanto tempo sua pele pode ficar exposta ao sol sem ficar vermelha, mas outros tipos de radiação ainda podem causar danos antes mesmo da vermelhidão", explica a dermatologista que recomenda um FPS de, no mínimo, 30.
Luz visível e infravermelho (IR)
A luz visível, que permite que o ser humano enxergue cores, e a radiação infravermelha, que não pode ser percebida pelo olho humano, também podem causar danos. Segundo a dermatologista Claudia Marçal, pessoas com tendência ao melasma, por exemplo, devem procurar protetores solares que combatam a ação dessas radiação com ativos anti-inflamatórios e bloqueadores, como o dióxido de titânio.
Antioxidantes
Moléculas antioxidantes combatem os radicais livres gerados pela exposição solar, prevenindo danos à pele: “Os radicais livres são átomos ou moléculas instáveis e altamente reativas, que, quando em excesso, passam a atacar células saudáveis, danificando a membrana e a estrutura celular”, explica.
Marçal recomenda protetores solares que contenham ação antioxidante, especialmente em ambientes que têm muita poluição ambiental. Neste caso, podem ser benéficos ingredientes como:
- Vitaminas E, C, A, B3
- Resveratrol
- Ácido elágico da Romã
- Extrato de Blueberry, da Folha de Oliveira e de Edelweiss
- OTZ 10, que minimiza os danos do calor
- Alistin, que age nas camadas de água e gordura da pele
- Exo-P, que impede os danos dos poluentes
Filtros químicos e físicos: Qual escolher?
Os filtros químicos absorvem a radiação, enquanto os físicos refletem os raios solares, formando uma barreira física na pele. Para uma proteção mais ampla, é possível associar o uso de ambos. É preciso se atentar também ao fato de que os químicos, por si só, são altamente instáveis: “Na sudorese ou na água do mar, a molécula pode deixar de proteger a pele. Além disso, os raios UVB e IR podem atravessar o bloqueio deles e causar danos celulares”, explica a dermatologista. Já os protetores físicos, podem ser um pouco mais resistentes à água e suor, mas também podem ter uma textura um pouco mais pesada. Por isso, encontrar a formulação com a qual você mais se adapta é importante.
Como garantir a proteção ideal?
Primeiro de tudo, é importante considerar o formato do produto: gel, creme, loção, spray ou bastão. “Pacientes com pele com tendência à acne devem optar por protetores livres de óleo e dar preferência ao gel. Já os que praticam muita atividade física devem evitar os geis, pois eles se diluem facilmente e saem”, afirma Marçal. Além disso, pessoas com pele seca podem procurar por protetores em creme, loção ou bastão.
A dermatologista ainda recomenda aplicar duas colheres de chá de protetor solar no rosto 30 minutos antes da exposição e reaplicá-lo a cada duas horas em ambientes abertos e de quatro em quatro horas em ambientes fechados.









