4 bons motivos para apostar na beleza regenerativa
Descubra por que ela tem sido considerada o futuro da medicina estética
Por Giuliana Cury Para Marie Claire
Usar a própria capacidade do corpo de curar e renovar células de uma forma mais eficiente. Esse é o princípio da medicina regenerativa, que vem ganhando cada vez mais espaço no tratamento de doenças crônicas.
As respostas eficazes e seguras fizeram com que esse olhar migrasse para outras áreas, como a beleza. “A medicina regenerativa representa o futuro dos tratamentos dermatológicos, oferecendo uma abordagem revolucionária ao alavancar os mecanismos do próprio organismo para atenuar e desacelerar os efeitos do envelhecimento”, explica a dra Ligia Novais, dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e fundadora da Sablier Clinique.
Nesse movimento por uma beleza mais natural e com tratamentos menos invasivos, pensar em regeração é o caminho que tem feito mais sentido. Conversamos com diferentes especialistas para entender os benefícios desse approach e descobrir bons motivos para investir nesse tipo de cuidado.
1 Favorece a produção de colágeno
"O estímulo do colágeno, e de sua produção, é um dos principais benefícios da beleza regenerativa”, diz a dra. Ligia. Ela explica que é possível usar tecnologias médicas, exossomos e PDRN (polideoxirribonucleotídeo, um composto de DNA derivado do esperma de salmão) para desenvolver protocolos personalizados e atingir os melhores resultados. “A ideia desses tratamentos é oferecer mais sinalização para a síntese de colágeno, ou seja, ser um incentivo para sua produção. O resultado é a promoção da regeneração dos tecidos, redução da inflamação, ação lifting na pele e melhora do viço, elasticidade e firmeza.”
2 É uma alternativa segura para equilibrar peles sensíveis
Estresse, alimentação desbalanceada, alterações intestinais, poluição, radiação UV… Esses fatores estão entre os principais gatilhos para inflamar a pele, agravando sintomas de sensibilidade, como vermelhidão e coceira. “Com ativos que atuam com o princípio de regeneração, podemos melhorar essas condições”, diz a farmacêutica Heloise Martins, diretora de inovação da Galena. “Ativos obtidos de células tronco vegetais da cúrcuma longa, e de outros ricos em bilhões de exossomas, como o Turmeria Zen, auxiliam de forma eficiente no controle da inflamação e desses sintomas, também sendo ideal para o cuidado da pele com rosácea, psoríase e outras condições inflamatórias”, explica.
3 É eficiente no tratamento da calvície e queda capilar
A beleza regenerativa traz alternativas bem eficientes para o tratamento capilar. “A aplicação de células-tronco derivadas de gordura do próprio paciente libera fatores bioativos que ajudam a reparar e rejuvenescer os tecidos”, exemplifica a dra. Luciana Passoni, referência em ciências capilares e CEO da Passoni Clinic. “Outra opção é o uso de exossomos, que são o material mais significativo das células-tronco, as nanopartículas que fazem toda a sinalização para a reparação do tecido e para o nascimento de vasos, nutrição sanguínea, nutrientes, entre outros. Quando estamos tratando a queda capilar é exatamente isso que buscamos: reduzir a inflamação do couro cabeludo, reparar esses tecidos e favorecer os vasos e nutrientes dos folículos pilosos para incentivar sua recuperação e, assim, o crescimento capilar”, completa.
4 É uma opção tecnológica para tratar manchas e melasma
“Quando falamos de tratamentos regenerativos, eles não apenas clareiam as manchas existentes, como também previnem a formação de novas, tornando-se uma alternativa inovadora e tecnológica no tratamento do melasma”, diz a dra. Joyce Rodrigues, farmacêutica bioquímica, especialista em cosmetologia e presidente do Grupo Mezzo. Ela explica que uma das tecnologias baseada em exossomos vegetais e fatores de crescimento permite modular a atividade dos melanócitos, reduzindo a produção excessiva de melanina e equilibrando o tom da pele. “Usando os tratamentos de beleza regenerativa, conseguimos melhorar o tom e brilho da pele, com os exossomas que atuam diretamente nos principais fatores envolvidos no melasma: inflamação, estresse oxidativo e desregulação da melanogênese.”









