Máscara facial de LED: o que você precisa saber sobre o item high-tech de skincare
Elas se popularizaram como aliadas no tratamento de acne, manchas e sinais de envelhecimento. Entenda como funcionam, quais os benefícios e os cuidados necessários antes de incluí-las na rotina
A tecnologia nunca esteve tão próxima do cuidado com a pele. Entre fórmulas inovadoras e acessórios que facilitam o skincare, uma novidade ganhou as for you pages do Tik Tok: a máscara de LED.
Inspiradas pelos aparelhos de consultórios dermatológicos, têm ficado cada vez mais populares para uso doméstico desde a segunda metade dos anos 2010 e conquistaram espaço nas rotinas de beleza por prometerem uma pele mais firme, sem acne, com glow e zero manchas. Mas será que funcionam mesmo?
Conversamos com a dermatologista Marina Cintra para entender como essa tecnologia age na prática e o que você precisa saber antes de investir na sua.
O que essa máscara faz?
As máscaras de LED são indicadas para quem tem acne, manchas, sinais de envelhecimento ou deseja simplesmente dar um boost na saúde da pele. Elas funcionam com luzes de diferentes cores, que possuem comprimentos de ondas distintos e assim, penetram em camadas específicas da pele, estimulando processos naturais como produção de colágeno, controle da oleosidade e renovação celular.
“Essas luzes não queimam e nem machucam a pele. Além disso, dependendo da cor, conseguimos diferentes efeitos para o rosto”, explica Cintra. Ela conta que a luz vermelha tem ação anti-idade, porque estimula a produção de colágeno, reduz pequenas rugas e melhora a firmeza da pele. A azul combate a acne com ação antibacteriana e ainda ajuda a controlar a oleosidade. E a luz verde, por sua vez, é ideal para quem lida com manchas ou melasma, já que contribui para uniformizar o tom da pele.
E não é à toa que se popularizaram, afinal, se encaixam facilmente na rotina, especialmente em casa. Basta alguns minutos com a máscara e voilà: você pode seguir o dia com aquela sensação de autocuidado tech-chic.
Funciona em casa? Ou só no consultório?
A resposta é: funciona, mas de forma limitada. “As máscaras de uso doméstico podem trazer benefícios, mas os aparelhos de consultório são mais potentes e precisos. Conseguimos ajustar intensidade, tempo e personalizar o protocolo”, informa Cintra.
Em outras palavras, se você busca resultados mais visíveis e rápidos, a visita ao dermatologista ainda é a melhor aposta. Em média, custo para iniciar o tratamento com a máscara de LED em consultório, sem incluir a avaliação médica, pode variar significativamente de R$ 400 até R$ 600 ou mais.
Mas se a ideia é manter os cuidados entre uma consulta e outra, o uso doméstico pode ser um ótimo complemento. Aliás, o potencial delas pode ser ainda maior quando combinadas com outros cuidados - como hidratação, vitamina C, niacinamida ou protocolos recomendados por um dermatologista.
E vale lembrar que o efeito é gradual e cumulativo. Com uso contínuo, os benefícios começam a aparecer a partir de algumas semanas, especialmente quando inseridos numa rotina consistente e bem orientada de skincare.
Cuidados essenciais
Mesmo com todas essas vantagens, os aparelhos caseiros exigem atenção. A principal regra, segundo a dermatologista, é usar apenas máscaras certificadas pela Anvisa e pelo Inmetro e seguir o manual à risca, respeitando o tempo indicado. Afinal, exagerar no uso não acelera os resultados e ainda pode causar irritações.
De modo geral, recomenda-se o uso por 10 a 20 minutos, de duas a três vezes por semana. Mas sempre confira o que o seu modelo específico orienta e evite usar se a pele estiver sensibilizada ou se você estiver fazendo uso de ácidos ou isotretinoína. Além disso, há outras contra indicações: “Gestantes, pessoas com doenças autoimunes ou em uso de certos medicamentos precisam de liberação médica antes de começar o tratamento. Por isso, a avaliação profissional é essencial”.
Ah, e outro ponto que merece atenção é o preço. No mercado, os valores variam conforme a tecnologia e a marca e, nesse caso, desconfie de preços muito baixos. Em geral, as máscaras aprovadas para o uso ficam em torno de R$ 1500 a R$ 2500. As versões mais baratas, além de apresentarem eficácia duvidosa, podem não ser seguras para uso direto na pele.









