6 perfumes clássicos que nasceram nos anos 90 e continuam modernos em 2026
Nascidos junto com Marie Claire Brasil, esses clássicos da perfumaria mostram que estilo e relevância não têm data de validade
Ao celebrar 35 anos no Brasil, a Marie Claire reverencia também a longevidade das fragrâncias que nasceram no início dos anos 1990 e seguem, até hoje, ocupando um lugar nas prateleiras e na memória olfativa de quem as usa. Naquele período, a perfumaria atravessava um momento de virada, em que a exuberância intensa da década anterior, marcada por perfumes densos e florais opulentos, começava a abrir espaço para novas interpretações de feminilidade. Enquanto algumas criações ainda preservavam a assinatura da perfumaria clássica, outras apontavam para caminhos inéditos, com composições mais luminosas, aquáticas ou inesperadamente gourmand.
Um dos exemplos mais emblemáticos é Amarige, da Givenchy – um floral branco romântico, sofisticado e marcante, construído a partir da combinação radiante de tuberosa, gardênia e flor de laranjeira e assinado por Dominique Ropion, em 1991. Em contraste, no mesmo ano, Dune, da Dior, inspirou-se na contemplação da natureza. Criada pelos perfumistas Jean-Louis Sieuzac, Nejla Barbir e Ropion, a composição transmite serenidade e, ao mesmo tempo, sensualidade, unindo flores e notas frescas que remetem à atmosfera do litoral.
Nesse movimento de transição, Eau du Soir, da Sisley, revisitou o refinamento do chipre tradicional com musgo de carvalho, patchouli e notas florais em uma composição elegante e estruturada. Desenvolvido por Jeannine Mongin, Hubert d’Ornano e Isabelle d’Ornano em 1990, foi o primeiro perfume feminino da marca. No mesmo ano, Laguna, de Salvador Dalí, trazia um floral frutal cremoso e jovial, assinado pelo perfumista Mark Buxton e inspirado na vida e obra do pintor espanhol. Na composição, aparecem notas de limão, pêssego, rosa, jasmim, âmbar e baunilha, criando um perfume leve e delicadamente adocicado.
Em 1992, a perfumaria viveu uma de suas mudanças mais inesperadas com Angel, da Mugler, criado por Olivier Cresp e Yves de Chirin. Ao misturar chocolate, mel e frutas a uma base intensa de patchouli, o perfume inaugurou a família gourmand, transformando notas associadas ao paladar em assinatura olfativa e influenciando os rumos da perfumaria nas décadas seguintes. Entre 2024 e 2025, a categoria aumentou 85,1% em popularidade, segundo a empresa norte-americana de análise de tendências Spate. Enquanto isso, L’Eau d’Issey (1992), de Jacques Cavallier para Issey Miyake, foi desenhado para evocar o cheiro de uma gota-d’água na pele de uma mulher e abriu caminho para uma estética minimalista que dominaria a década: um floral aquático translúcido que redefiniu a ideia de frescor.
Trinta e cinco anos depois, essas seis criações continuam nas prateleiras – em parte pela nostalgia, mas, sobretudo, por terem estabelecido estilos duradouros na perfumaria. Mais do que sucessos comerciais, tornaram-se referências que continuam a influenciar a maneira como a perfumaria contemporânea pensa frescor, sensualidade e feminilidade.









