Os perfumes que os personagens de O Diabo Veste Prada usariam hoje
Com a sequência do filme 'O Diabo Veste Prada' prestes a estrear, a especialista em fragrâncias Helen Augusto imaginou quais perfumes traduziriam Miranda, Andy, Emily e Nigel em 2026.
Quase 20 anos após o lançamento de O Diabo Veste Prada, os personagens continuam vivos no imaginário da moda — e não apenas pelos figurinos. O bob impecável de Miranda Priestly, a transformação estética de Andy Sachs, o sarcasmo elegante de Emily Charlton e olhar refinado de Nigel Kipling seguem como referência cultural.
Se o figurino sempre teve papel central na narrativa, existe outra camada silenciosa que ajuda a construir identidade: o perfume. Afinal, se Miranda entra em uma sala e todos percebem sua presença antes mesmo de ela falar, qual fragrância seria capaz de traduzir essa aura? E como cheirariam Andy, Emily e Nigel em 2026? Com a sequência do filme prestes a estrear, ouvimos a especialista em fragrâncias Helen Augusto, que associou perfumes atuais às personalidades centrais do filme.
Miranda Priestly
Vivida por Meryl Streep, Miranda Priestly continua sendo uma das figuras mais emblemáticas da cultura fashion. Para Helen, ela jamais usaria uma fragrância óbvia ou facilmente identificável.
“Miranda precisa de algo extremamente exclusivo. Ela não usaria perfumes comerciais ou excessivamente populares. O perfume dela precisa comunicar autoridade de forma silenciosa”, explica. Entre as escolhas está Les Exclusifs Comète, da Chanel, lançado em 2024.
“A íris é uma nota extremamente sofisticada e cara dentro da perfumaria. Ela transmite essa frieza elegante e intelectual que combina muito com Miranda. É um perfume que não grita luxo — ele simplesmente é luxuoso.”
Outra possibilidade seria Eau du Soir, da Sisley, clássico lançado em 1990. “É um chipre floral muito imponente, atemporal e aristocrático. Tem a força de alguém que dita regras e não segue tendências.”
Andy Sachs
No início do primeiro filme, Andy (Anne Hathaway) representa alguém completamente desconectada dos códigos da moda. Ao longo da trama, no entanto, aprende a navegar por esse universo sem abrir mão da própria identidade. Na visão de Helen, a Andy de 2026 seria uma profissional consolidada, transitando entre o jornalismo e o mercado criativo — e isso apareceria em sua escolha olfativa.
Uma das apostas é Chanel Gabrielle. “É um perfume que fala sobre liberdade e independência feminina, algo que conversa muito com a trajetória dela.” Para um perfil ainda mais cool e intelectual, Helen também aponta Santal 33, da Le Labo. “Ele tem esse perfil cosmopolita, minimalista e muito associado ao luxo discreto. É a cara de uma Andy mais madura.”
Emily Charlton
Se existe alguém que transformaria perfume em ferramenta de poder, essa pessoa seria Emily Charlton. Sempre impecável e obcecada por performance, a personagem vivida por Emily Blunt provavelmente teria migrado da assistente sobrecarregada para um cargo de liderança no mercado de luxo.
Para Helen, L’Or de J’Adore, da Dior, traduz essa nova fase. “Emily gosta de impacto. Ela quer entrar em um ambiente e ser notada imediatamente.” Outra opção seria Frederic Malle Portrait of a Lady. “É sofisticado, intenso e tem uma presença quase teatral. É o perfume de alguém que finalmente chegou ao topo e quer deixar isso claro.”
Nigel Kipling
Mentor de Andy e um dos personagens mais queridos do filme, Nigel sempre foi o responsável por traduzir moda em linguagem prática e sofisticada. Para Helen, ele continua sendo o personagem de gosto mais refinado. Uma das apostas é Marc-Antoine Barrois Ganymede. “Ele tem um aspecto futurista, mineral e sofisticado. É o perfume de alguém que está sempre à frente do próprio tempo.”
Outra escolha seria Sycomore, da Chanel. “É um perfume extremamente elegante, com vetiver seco e uma sofisticação silenciosa. Nigel não precisa chamar atenção — ele naturalmente a possui.”









