Óleo essencial diminui o estresse? Veja os conselhos de uma especialista
O olfato é o sentido mais ligado com as emoções e sentimentos. Saiba como e porque usar a aromaterapia à seu favor
Eliminar o estresse no dia a dia parece estar entre os maiores desejos da vida moderna. Suplementos, cosméticos e até retiros espirituais têm se tornado cada vez mais populares para essa missão. Mas é no olfato que mora um dos maiores aliados do cérebro. A aromaterapia, por exemplo, é uma prática complementar integrativa, que usa óleos essenciais para tratar o físico e o emocional.
“As moléculas aromáticas estimulam receptores olfativos e enviam sinais ao cérebro, podendo gerar respostas físicas e emocionais”, explica Talita Pavarini, aromaterapeuta. Apesar de ser pouco utilizada no campo da medicina tradicional, foi implementada no Sistema Único de Saúde em 2018, pela portaria nº 702/2018. “Muitas pessoas não confiavam, até porque na nossa cultura não é tão comum. Isso tem mudado recentemente, mas ainda há uma lacuna importante."
Eles podem atuar no organismo por diferentes vias. A principal é a inalação, o que explica desde o efeito de anestésicos inalados em cirurgias até a sensação de bem-estar ao sentir um aroma agradável. Quando diluídos em óleo vegetal, também podem ser aplicados na pele: “os compostos são absorvidos e podem alcançar a corrente sanguínea, promovendo efeitos no organismo", diz. Segundo ela, a ingestão também é uma opção, mas isso deve ser feito de forma específica e apenas com orientação profissional.
“Vivemos um momento de fragmentação do ser humano. Toda vez que enfrentamos uma questão de saúde, temos dores físicas, mas também emocionais, sentimos raiva, frustração, tristeza… A aromaterapia atua nessas duas áreas ao mesmo tempo.”
Dentre os compostos mais conhecidos e pesquisados, a lavanda é um dos principais. “Brinco que é a embaixatriz da aromaterapia, muitas pessoas sabem o que é a prática por conta dela", diz Pavarini. Existem vários tipos, e nem todos são calmantes. “O mais usado para essa função é a lavandula angustifolia. Alguns outros como bergamota, laranja e cedro também funcionam bem.
Para amenizar alergias e enxaquecas, alecrim, copaíba, laranja doce, eucalipto, hortelã-pimenta, podem ajudar. Alguns têm contra indicações e, por isso, é essencial buscar a indicação de um profissional: “Pessoas que têm histórico de epilepsia, pressão alta ou tomam muitos remédios não devem usar óleo de alecrim. Nesse caso, optamos pelo limão siciliano”.
O que funciona para diminuir o estresse?
Para diminuir o estresse, as melhores opções são as inalações e banhos aromáticos. No caso da primeira, basta pingar o óleo num algodão seco e sentir o aroma. Para o banho, as orientações são: “Pingue três gotas de óleo essencial numa xícara de café, de porcelana ou vidro. Não use recipientes plásticos, porque são incompatíveis. Depois, entre no chuveiro com a luz baixa, ponha uma música tranquila e inale. Em seguida, ainda com pouca luz, você pode fazer um escalda pés".
Ela explica que, nesse momento, atenção às emoções e acolhimento são essenciais. “Seja gentil com você mesma, entenda o que você está chamando de estresse. É importante buscar um profissional porque você aprende a nomear o que sente, e conhece melhor a queixa. Assim podemos planejar um tratamento mais eficaz.”
Os medicamentos são fundamentais, e a aromaterapia entra como ferramenta de reconexão para auxiliar no processo de cura. “Ela não tira a dor, mas te dá conforto emocional para vivenciar o processo. São várias fases, você será convidada a olhar para si mesma e refletir durante a prática; não é uma gota mágica, a transformação acontece aos poucos”, finaliza a médica.









