Samara Felippo diz que trocou a filha de escola após denunciar racismo: 'Virou um ambiente hostil'
Segundo a atriz, a escola investigou o caso, mas decidiu apenas suspender as alunas que praticaram as ações
A atriz Samara Felippo disse que trocou a filha Alicia, hoje com 15 anos, de escola.
Em 2024, ela denunciou que ela foi vítima de comentários racistas no Colégio Vera Cruz, uma instituição particular de alto padrão em São Paulo onde elas estudavam.
Segundo a atriz, a escola investigou o caso, mas decidiu apenas suspender as alunas que praticaram as ações. As autoras acabaram deixando a escola por decisão dos pais.
"Elas não foram expulsas, saíram por conta própria. Os pais tiraram elas depois de um tempo", contou ela ao podcast 'Precisamos Conversar'.
Samara Felippo disse que após o episódio, a filha foi culpada pelos próprios amigos pela saída das colegas de sala. Hoje, Alicia também estuda em outro colégio.
"Eu já ia tirar a minha filha, porque voltando, ela foi revitimizada. Virou um ambiente hostil para ela, porque os amigos culparam elas pelas amigas terem saído. 'Precisava disso tudo?'", conta.
A atriz disse que a questão racial é um tema da família. "A Alicia passou mais umas duas vezes. E eu falo: 'filha, não foi a primeira e não foi a última, porque é sobre como a sociedade te vê", lamentou ela.
Relembre o caso
Em 2024, duas alunas pegaram um caderno de Alicia, que é negra, destruíram um trabalho que ela havia feito e escreveram uma ofensa de cunho racial em uma das páginas. O caderno foi devolvido aos achados e perdidos da escola.
A atriz registrou um boletim de ocorrência. As duas alunas foram condenadas a praticar serviço comunitário.
O que disse a Escola Vera Cruz na época
"Tomamos conhecimento de uma grave agressão racista entre alunos do 9º ano. Um caderno de uma aluna negra foi roubado, teve folhas arrancadas, uma ofensa de cunho racial altamente ofensiva foi escrita numa das páginas. Desde o primeiro momento, reconhecemos a gravidade deste ato violento de racismo, nomeando-o como tal, e imediatamente foram realizadas ações de acolhimento ao aluno agredido e sua família. Desde então, viemos trabalhando cuidadosamente sobre esse caso e nos comunicando muito intensamente com as famílias de todos os alunos envolvidos".









