Suprema Corte dos EUA mantem amplo acesso à pílula abortiva
Decisão acontece dois anos depois de derrubar a histórica decisão Roe vs. Wade, que assegurava o aborto em todo o país, permitindo que cada estado legisle sobre o tema
A Suprema Corte dos Estados Unidos manteve nesta quinta-feira (13) o amplo acesso à mifepristona, pílula usada para realização do aborto, no país. Em decisão unânime, o tribunal rejeitou ação proposta por um grupo de organizações e médicos antiaborto para anular a aprovação da medicação pelo FDA (agência sanitária dos EUA). A Corte considerou que os autores da ação não tinham legitimidade para contestar o órgão.
A decisão ocorre dois anos após o tribunal derrubar a histórica decisão Roe vs. Wade, que assegurava o aborto em todo o país, permitindo que cada estado legisle sobre o tema. A ação julgada nesta quinta-feira contestava as mudanças que o FDA promoveu, ampliando a distribuição da pílula abortiva por meio de telemedicina e pelos correios.
Segundo reportagem do jornal The New York Times, grupos favoráveis aos direitos reprodutivos ficaram satisfeitos, mas alertaram que a decisão da Suprema Corte apenas mantem o status quo — inclusive em 14 estados com proibições quase totais do aborto — e que os ataques legais estão longe de terminar.
"O movimento contra o aborto vê como as pílulas abortivas são essenciais neste mundo pós-Roe e está determinado a cortar o acesso", disse Nancy Northup, presidente do Centro pelos Direitos Reprodutivos, em um comunicado.
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