Ginástica Artística: quem são as atletas brasileiras que tem movimentos batizados em seu nome?
Rebeca Andrade movimentou a internet na última terça-feira (9) com as imagens divulgadas pelo Time Brasil de um movimento inédito que está treinando para o salto e que, se executado nas Olimpíadas, pode ganhar seu nome. Mas ela não seria a primeira atleta brasileira a alcançar esse feito, relembre aqui quem são elas
Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 começarão neste mês de Julho e contarão com a presença de grandes atletas brasileiros em busca de novas medalhas e conquistas para o país na competição. Dentre eles, está Rebeca Andrade, que disputará nos aparelhos da Ginástica Artística por mais um título olímpico.
E, nesta semana, viralizou um momento do treino da atleta, no qual ela aparece praticando o movimento Triplo Twist Yurchenko, conhecido como TTY, que consiste em três piruetas no ar, em torno de si. É um salto nunca realizado em competições oficiais da ginástica artística e, caso ela o execute, ele pode levar seu nome no código de pontuação da modalidade.
Rebeca Andrade treina o Triplo Twist Yurshenko, um salto inédito em competições oficiais
Outras quatro atletas brasileiras já alcançaram esse feito na Ginástica e aqui iremos relembrá-las e seus movimentos:
Daiane dos Santos
Daiane dos Santos colocou seu nome na história ao executar o icônico Duplo Twist Carpado, movimento do Solo que executou pela primeira vez em 2003, no Campeonato Mundial de Ginástica Artística. Por esse feito, ela conquistou a medalha de ouro e se tornou a primeira ginasta brasileira a conquistar o lugar mais alto do pódio na competição, entre homens e mulheres.
Após a vitória, o movimento foi batizado como "Dos Santos". Anos depois, ela performou o Duplo Twist Esticado, que também foi nomeado como "Dos Santos II".
Lorrane Oliveira
Em 2021, Lorrane Oliveira deixou sua marca na Ginástica Artística durante a Copa do Mundo de Doha, no Qatar. Ela executou o Duplo Twist Carpado com meia volta, uma evolução do movimento de Daiane dos Santos, de 2003, que ganhou o seu nome nessa nova versão, "Oliveira".
Júlia Soares
Aos 15 anos, em 2021, a atleta Júlia Soares alcançou uma realização histórica com o movimento que fez no aparelho Trave durante o Campeonato Pan-Americano de ginástica artística daquele ano, no Rio de Janeiro.
Se trata de uma versão evoluída e mais complexa do "Candle Mount", movimento de entrada pela lateral da trave, que incluiu uma meia-pirueta, algo inédito em competições oficiais. Ele foi batizado em sua homenagem como "Soares" e ela o executa até hoje nas disputas que concorre ao pódio.
Heine Araújo
2001 foi o ano em que a primeira brasileira teve um movimento registrado com o seu nome, "Araujo", e o feito foi alcançado por Heine Araújo durante o Mundial da Bélgica, no aparelho Trave. Ela fez um giro de 720 graus, partindo com as duas pernas esticadas, algo nunca antes visto.
A atleta parou suas atividades na modalidade em 2003 e, em entrevista para o portal Gym Blog Brasil em 2011, revelou que não soube da conquista até um tempo depois de se aposentar: "A segunda [maior conquista na modalidade], foi quando eu peguei o código de pontuação e vi meu sobrenome nele (ARAUJO). Apesar de eu só saber disso 1 ano após eu ter saído da ginástica, foi muito importante. Na época as dirigentes não me avisaram e nem me parabenizaram. [...] me sinto extremamente realizada. As pessoas tentaram de tudo, mas o que estava escrito ninguém pôde apagar."









