Ex-assessora de Senna sobre a condenação de Patrick Head após a morte do piloto: 'Foi um circo'
Betse Assumpção relembrou o processo que correu na justiça italiana após a morte do brasileiro
Assessora do piloto Ayrton Senna, a jornalista Betse Assumpção relembrou o processo que correu na justiça italiana após a morte do brasileiro. Ela classificou a disputa como um "circo".
"O que eu acho não é importante. A minha opinião que eu tenho sobre a Fórmula 1 é a mesma: é um circo mesmo (...) Fizeram um circo mesmo", declarou ela ao podcast do jornalista Cosme Rímoli.
Patrick Head, que na época era diretor técnico da equipe Williams, foi o único condenado por homicídio culposo pela morte do piloto. Ele nunca cumpriu pena, já que o processo se arrastou até que prescrevesse. Durante o processo, Head se casou com Betse -- os dois viveram juntos por muitos anos.
"Eles enrolaram até prescrever a coisa. Foi um circo mesmo. Não estou defendendo porque era meu marido, mas ele era o chefe, não ficava mais desenhando nada", declarou ela. Betse contou que ele decidiu assumir o processo porque era o responsável dentro da hierarquia. "Ele tinha tanta integridade [que assumiu]. Era o chefe de tudo, era o nome de tudo", .
A jornalista disse que acompanhou de perto todo o desdobramento do caso. "Ele, como bom inglês, segurava bem todas as emoções. Ele continuou fazendo tudo o que tinha que fazer, desenhando carro, participando de reunião, lendo os processos. Fez o que tinha que fazer", afirmou ela.
Hoje, Patrick Head está com 79 anos. Ele foi cofundador da equipe Williams de Fórmula 1, junto com Frank Williams.
Processo se arrastou por mais de 20 anos
A justiça italiana declarou que Head foi culpado pela quebra da barra de direção, modificada a partir de sua supervisão. O caso só foi julgado pela Suprema Corte da Itália em 2007, quando o crime já tinha prescrevido. Adrian Newey (projetista) e Frank Williams, chefe de equipe, foram inocentados.









