Lettícia Munniz celebra diversidade de corpos mas critica falta de opção na moda
Presente em cinco desfiles no SPFW, a modelo plus size recebeu Marie Claire no backstage da 54ª edição do evento e questionou a distinção que a moda ainda faz sobre tamanhos grandes. ‘A gente quer usar a mesma peça, quer estar na moda. A gente quer se sentir bonita’
Por Raphaela Cunha
Lettícia Munniz é figura carimbada no São Paulo Fashion Week. Até o último dia de evento - domingo (20) --, a modelo plus size desfilará para cinco marcas ao todo, entre elas a Misci e Bold Strap . Apesar de celebrar a diversidade de corpos, que marca esta edição do evento, ela diz ainda esperar mais da moda.
Em conversa com Marie Claire, Lettícia afirma que a representatividade na passarela vai muito além de mostrar tendências. “Eu acho que realmente é um novo momento. Eu sou modelo há cinco anos e quando eu entrei era aquela coisa de menina nova. Eu falei: ‘Nossa, eu vou mudar. Vou provar para eles que a gente é linda’. Cinco anos depois, eu vejo que pouco mudou, mas nessa edição, por exemplo, eu tenho cinco desfiles. Comemoro muito isso, não por mim, mas porque está aumentando cada vez mais a nossa presença nas passarelas,” observa.
“Isso significa mais mulheres se sentindo representadas, mais pessoas entendendo que não tem nada de errado com seus corpos, que somos lindas e merecemos ser celebradas e estarmos em todos os lugares. É muito nítido quando se vê os desfiles. Espero que este seja um momento para todas as marcas verem que, representatividade importa, e é muito maior que a moda: é sobre as pessoas terem o direito de se vestir”.
Ela ainda observa essa mesma distinção com relação a opções de roupas para pessoas plus size em lojas, que muitas vezes não oferecem opções e variedades de looks. “Um problema muito grande para mim é chegar numa loja e ter que comprar numa seção separada. É infinitamente menor, com muito menos opções e com peças que não tem informação de moda", avalia.
"Desde que comecei eu falo para as marcas que não entendo porque não podem fazer, com a mesma peça, uma grade que vá do PP até os tamanhos maiores. A gente quer usar a mesma peça, quer estar na moda. Não queremos modelagem folgada, estampada, coisas que disfarcem. A gente quer se sentir bonita e a gente é bonita", finaliza a modelo.









