Bigode fashion: mulheres quebram padrões de gênero com visual que carrega significado
Tanto nas passarelas da Semana de Moda em Paris, como no Prêmio Lo Nuestro, que honra os artistas mais talentosos da música latina, o bigode se tornou um dos assuntos mais comentados
Por Redação Marie Claire
Na nova campanha da coleção de Privamera/Verão2023 de Vivienne Westwood, por Andreas Kronthaler, um detalhe chamou a atenção: o bigode da modelo Amelia Gray, um dos nomes de destaques da grife. Recentemente, as cantoras Tokischa Altagracia Peralta e Doja Cat também exibiram um bigode. A primeira no tapete vermelho do Prêmio Lo Nuestro, que honra os artistas mais talentosos da música latina, e a segunda durante a Semana de Alta-Costura, em Paris.
Por mais que esse detalhe pareça uma coincidência, ele carrega também significado. Em entrevista a Billboard Latin, Tokischa explicou o visual, que vai além de uma tendência. "Esse look representa a força feminina, o sensual, mas sobretudo a sutileza, junto a masculinidade. Todos nós temos o lado feminimo e o masculino. E, afinal, somos iguais, devemos amar e respeitar a todos".
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Já na campanha de Andreas Kronthaler para Vivienne Westwood, a grife reforça ainda mais a essência transgressora da marca e de sua criadora, que morreu em dezembro de 2022. A estilista foi um grande nome da androginia, lançando ainda em 2015 uma coleção de inverno sem gênero, abrindo caminho para uma era mais inclusiva na moda.
Antes do desfile, a marca já havia feito um ensaio fotógrafico em que a modelo Amelia Gray usava um bigode. Em suas redes, ela disse: "Ter essa oportunidade de usar bigode de me sentir mais bonita e poderosa do que nunca. Tudo isso é tão Vivienne".
Reforçando o time de mulheres de bigode, quem surpreendeu ao decidir incluir o item no visual foi Doja Cat, durante a Semana de Alta-Costura, em Paris, que aconteceu entre os dias 17 e 22 de janeiro. A rapper surgiu no desfile da maison holandesa Viktor & Rolf com cílios colados pelo rosto que formavam sobrancelhas e um bigode. Nas redes, o visual foi chamado de "próximo passo na autoexpressão".
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O que se vê é a quebra de padrões de gênero que cercam as mulheres há anos, confrontando normas sociais que ditam o que é considerado feminino e masculino quando o assunto é, principalmente, estética. Para uma parcela da sociedade, mulheres que não se depilam e assumem os pelos, incluindo os faciais, se tornam, automaticamente, figuras masculinizadas.
Cabe a moda, com sua influência e liberdade de expressão, reiterar que é a mulher quem escolhe o que lhe veste e representa melhor. Seria o bigode o novo acessório fashion?









