De Anitta a Jenna Ortega: tendência das gravatas sai das passarelas e ganha a temporada
A ideia de "gravata feminina" foi explorada nas passarelas de moda e virou tendência do momento -- e nada de criar uma versão mais delicada do acessório sempre pensado para o masculino: aqui a moda é trazer a peça ao look delas
Por Laura Reif
Nos últimos anos, acompanhamos o frisson causado por tendências dos anos 2000 como minissaias, sapatilhas de bailarina, bastante cor -- rosa e tons pastel, de preferência -- e tudo que remete ao universo girly. Mas, ao mesmo tempo, a tendência das gravatas foi encontrando seu espaço no pódio até explodir nas últimas semanas de moda.
No começo da mesma década, a gravata "masculina" passou a ser usada por cantoras como Avril Lavigne, que elegiam o acessório como forma de ousar no visual, diferente da forma clássica usada por Julia Roberts no Globo de Ouro em 1990, por exemplo. Adormecida até então, a trend voltou a dar as caras quando Bella Hadid desfilou em 2020 para a Alyx e quando Zendaya a vestiu para a festa pós-Oscar em 2022.
Agora, as semanas de moda mostraram que a gravata pode e deve fazer parte do guarda-roupa feminino. Como fez o diretor criativo da Maison Valentino, Pierpaolo Piccioli, que apresentou a coleção outono/inverno 2023/2024 na Semana de Moda de Paris tendo a gravata clássica como elemento principal. Para a coleção, Piccioli rompeu os paradigmas do black tie como "um símbolo do poder masculino e um emblema de ortodoxia e restrição".
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Maria Grazia Chiuri, a estilista da Dior, desfilou a linha prêt-à-porter outono-inverno 2023-2024 focada em três mulheres extraordinárias: Catherine Dior, Édith Piaf e Juliette Gréco. A coleção foi uma reinterpretação contemporânea dos anos 1950, com looks que mesclavam saias godês com coturnos pesados de cano alto e camisarias com gravatas.
Outros nomes como Chanel, Hermés e Alexander McQueen apostaram em suas releituras da peça, como nas versões borboleta e utilitária.









