Dior evoca deusas ancestrais em coleção delicada de alta-costura
Nesta segunda-feira (03/07), a Dior tomou a capital francesa com desfile etéreo na Semana de Moda de Alta-Costura ao evocar deusas ancestrais
Por Redação Marie Claire
Para a coleção de alta-costura outono/inverno 2023-2024 da Dior, Maria Grazia Chiuri foi de encontro com a artista Marta Roberti, cujo trabalho transformou a passarela em Paris em uma galeria de arte. “Estudei as iconografias de várias deusas, quase sempre associadas a animais", explica Roberti sobre o projeto idealizado especialmente para o desfile.
A paleta de cores seguiu o branco, bege, prata e pálido, e as silhuetas verticais combinadas a sapatos baixos governaram o evento representando divindades. Jaquetas e casacos são estruturados por dobras abaixo do peito, evocando estátuas clássicas e colunas caneladas.
+ Joséphine Baker, Nina Simone, Eartha Kitt: alta-costura da Dior celebra mulheres negras
As pérolas, símbolos de pureza segundo a marca, aparecem em inúmeros bordados. As texturas cintilantes dos anos 60 revivem, embelezando saias longas e vestidos, enquanto a lã e a caxemira ocupam um lugar-chave na coleção. As capas evocam vestimentas sagradas e surgem ora bordadas.
Nascida em Brescia em 1977, Marta Roberti vive e trabalha em Roma. Ela monta diferentes elementos de acordo com o espaço disponível, combinando animais, deusas, autorretratos e fragmentos de paisagens selvagens.
As representações femininas que povoam sua imaginação são essencialmente grandes deusas cujo culto floresceu no alvorecer da civilização. Esses mitos falam de um mundo distante onde a mulher e o princípio criativo feminino eram honrados acima de tudo, reconhecidos como a origem da vida.









