Andreas Kronthaler presta homenagem ao guarda-roupa de Vivienne Westwood em Paris
A coleção primavera verão 2024 da grife, desfilada na semana de moda de Paris, fez uma homenagem ao estilo da fundadora da maison, que morreu em dezembro passado; Cora Corré, neta de Westwood, encerrou a apresentação
O que tem no guarda-roupa de Vivienne Westwood? A resposta está na coleção primavera verão 2024 apresentada por Andreas Kronthaler na semana de moda de Paris. O diretor criativo da grife desenhou peças a partir de modelos que ele e a fundadora da maison, que morreu em dezembro passado, criaram juntos ao longo dos anos de parceria e casamento por 29 anos.
"Não é uma retrospectiva. (...) Organizei e numerei o guarda-roupa pessoal da Vivienne, roupas que fizemos juntos. Revisitadas. Retrabalhadas. A coleção sai na ordem em que as escolhi, numeradas a partir de um chapéu. Onde eu senti que tinha mudado, ou acrescentei, ou tirei ", escreveu Kronthaler em carta aberta sobre a coleção de 39 looks.
O ilustre Place Vendôme foi o local escolhido para apresentar essas memórias. Na passarela, há taxas, mix de estampas, xadrez, retalhos de materiais, espartilhos e plataformas. Além de volumes nos ombros, lantejoulas e acessórios florais. Abre o show uma jaqueta xadrez estampada usada sobre uma minissaia curta. Os fãs de Vivienne Westwood poderão reconhecer a jaqueta inferno apresentada durante o outono-inverno de 2004-2005.
Enquanto Amelia Gray, foi vista na passarela com um vestido longo de malha que revelava seu corpo através da transparência, Irina Shayk e Cora Corré, neta da estilista, fecharam o desfile com vestidos de noiva com espartilho. Ambos em seda moiré, uma evocação do desfile "Guerra & Paz" apresentado para a primavera-verão 2012.
"Adorava a forma como ela se vestia. Sempre o oposto de todos. Ela usava as peças até elas se desintegrarem (...) ela era uma excelente costureira que sempre remendava as roupas - nunca desperdiçou qualquer coisa. Ela entendeu como tirar o máximo proveito de si mesma - o máximo", lembrou Kronthaler.
Mais do que na simples evocação da homenagem ou nas peças trabalhadas por Andreas Kronthaler, a poesia do desfile reside na ideia de que no próximo verão veremos nas ruas de Londres e de todo o mundo pessoas vestindo o que é a essência do traje de Vivienne Westwood. É uma prova do poder atemporal de estilo dela.









