Dior revive a moda dos anos 1960 em desfile de luxo discreto
Tendência "quiet luxury" continua em alta em Paris, como mostra a coleção de inverno 2025 assinada por Maria Grazia Chiuri, diretora criativa da marca. Celebridades como Natalie Portman, Jennifer Lawrence e Rosalía prestigiaram o desfile.
Por Maria Rita Alonso, Redação Marie Claire — São Paulo (SP)
O desfile da Dior é sempre tão luxuoso e tão badalado que começa muito antes das modelos pisarem na passarela. Dá para sentir a potência do show já na entrada, com fãs de estrelas coreanas gritando na porta, com as supercelebridades do cinema chegando uma a uma (Natalie Portman, Jennifer Lawrence) vestidas da cabeça aos pés de Dior. Além de popstars da música (a espanhola Rosália e a sul-coreana Jisoo, entre elas) , atraindo todos os holofotes. A apresentação, que aconteceu nesta terça-feira (27) no Jardin de Tuileries, em Paris, contou com uma plateia de 1400 clientes, jornalistas, influenciadores e gente da moda – todo mundo com o celular na mão fotografando o tempo inteiro. E mais 400 pessoas nos bastidores, trabalhando e fazendo o desfile acontecer.
E que desfile! A começar pelo cenário assinado pela artista indiana Shakuntala Kulkarni com esculturas feitas de bambu, que remetem a armaduras e gaiolas, numa alusão às explorações feitas no corpo feminino e também à força da mulher.
Na passarela, uma moda adulta e usável. Tudo muito chique, aquele tipo de roupa que é elegante e "fala baixo", não tem nada ostensivo. Ainda estamos na era do "quite luxury" por aqui. A inspiração de Maria Grazia Chiuri, diretora criativa da Dior, para este desfile de prêt-à-porter outono-inverno 2025 foi a atmosfera do final dos anos 1960, quando a moda deixou o ateliê para conquistar o mundo com o fortalecimento da roupa "pronta para vestir". Para fazer essa viagem no tempo, a estilista voltou a “Miss Dior", a primeira linha feminina de prêt-à-porter da grife francesa, criada em 1967. Na época, o desafio da moda era fazer vestidos que pudessem ser reproduzidos em série e adequados para o ritmo de vida de uma geração pioneira de mulheres independentes e determinadas a construir um nome para si através de seu próprio trabalho.
Na passarela, surgiram os vestidos tubinhos, as saias mídis cheias de mobilidade (apesar de serem retas e discretas) e as minisaias combinadas às botas longas (com potencial para virarem hits, especialmente as baixas). O desfile começou com uma sequência de looks caqui e seguiu com roupas nos tons de branco, preto, cinza, azul escuro e marrom. O logotipo da Miss Dior foi estampado nas peças com bastante destaque. Esse foi o único ponto fora da curva no contexto do luxo discreto, que prevaleceu nesse desfile.
A musa dessa coleção é um símbolo antigo da Dior, Gabriela Crespi, que foi fonte de inspiração de Marc Bohan, o estilista da grife na década de 60. Ela foi uma artista e designer cosmopolita, ícone de estilo de uma época em que a cultura visual reunia nomes da arte, da moda, da música e da arquitetura nos cafés da cidade, criando uma movimentação da juventude, cheia de frescor, subversão e transgressão sociais sem precedentes.
Para completar, a maquiagem gráfica das modelos trouxe toques de ousadia em tons de rosa, vermelho, laranja e verde neon.
Quem estava na fila A









