SPFW: com representatividade nipônica, Fernanda Yamamoto celebra 15 anos da marca em desfile
O desfile de Fernanda Yamamoto encerrou o São Paulo Fashion Week nesta segunda (21) com a estilista visitando a própria trajetória tanto no casting – bastante representativo, com pessoas amarelas que fizeram parte da história da marca, na passarela – quanto nas criações apresentadas no Pavilhão Japonês, no Ibirapuera
Uma celebração de 15 anos não poderia ser menos especial do que a realizada pela estilista Fernanda Yamamoto nesta segunda-feira (21) para a história da marca homônima, no Pavilhão Japonês, no Parque Ibirapuera. Encerrando a edição 58 do São Paulo Fashion Week, o desfile foi uma visita à origem da criativa em diversos sentidos – e a escolha do local da apresentação, do casting e das roupas traduziram bem essa intenção literal da etiqueta. "Por ser uma edição comemorativa, retorno às minhas origens. Além disso, o Pavilhão está celebrando 70 anos, e eles abriram as portas para essa dupla comemoração", explicou Fernanda no backstage do evento.
Porta-voz da representatividade amarela, a atriz Ana Hikari cruzou a passarela ao lado de outros modelos bastante importantes na história de Yamamoto. Isso porque o casting nipo-brasileiro era composto por pessoas conhecidas da marca. "A ideia era ter uma presença amarela muito forte e figuras importantes que falam sobre o que significa ser amarelo no Brasil”, pontuou a estilista.
“Fernanda é uma artista que consegue transcrever toda uma cultura e uma simbologia através dessa arte que é a moda”, comentou a atriz. “É uma passarela muito representativa, e esse é o lado mais bonito e importante desse desfile”.
A criadora de conteúdo Bruna Tukamoto, especialista em relações de raça, gênero e etnia, e ativista pelo movimento antirracista, também esteve na passarela. “Não vemos pluralidade de pessoas amarelas na mídia, e a Fernanda ter feito essa comemoração para falar sobre a identidade racial amarela é muito importante. Espero ter representado a comunidade, assim como a marca dela faz".
A inclusão foi além do aspecto racial: modelos de diferentes idades e de corpos diversos realçavam as silhuetas desconstruídas das peças; elas, por sua vez, era baseadas em quimonos revisitados, carregando estampas de flor de laranjeira e uma paleta de cores que ia do dourado até diferentes tons de índigo.
Além das modelagens amplas que parecem flutuar na superfície, também integraram a coleção texturas em corte à laser, flores de tecido artesanais, bordados e os plissados característicos de Yamamoto.









