Zezé Motta é ovacionada em estreia no São Paulo Fashion Week e comemora: 'Nada se compara'
Atriz recebeu aplausos por desfile para a marca Apartamento 03, nesta sexta (18), no SPFW
Aos 80 anos, a atriz Zezé Motta foi ovacionada na sua estreia no São Paulo Fashion Week N58 ao desfilar para a marca Apartamento 03, nesta sexta-feira (18). A artista cruzou a passarela usando um vestido midi marrom com muitas franjas e falou a Marie Claire sobre a emoção de realizar o feito inédito em sua carreira.
Motta foi recebida com muitas aplausos e gritos de aprovação ao encerrar a apresentação que aconteceu na sala de desfiles armada no Shopping Iguatemi.
Veja:
Zezé Motta é ovacionada após estreia no SPFW N58
Zezé Motta é ovacionada após estreia no SPFW N58
"É uma grande responsabilidade", diz a atriz
"Quando eu era mais jovem, fiz alguns desfiles, muitos anos atrás, mas nada se compara ao São Paulo Fashion Week. É grande responsabilidade, meu Deus. Tem que fazer bonito. [Pensei:] 'Não posso decepcionar'. E, graças a Deus, deu tudo certo", celebrou.
Coleção celebrou o café e legado ancestral
Em seguida, comentou, com carinho, sobre sua relação com a marca e com o estilista Luiz Claudio Silva, que comanda a Apartamento 03: "Gosto da marca e fiquei feliz de perceber que ele estava feliz também com a minha presença".
Pegando um gancho no tema da coleção verão 2025, intitulada "Grão", que celebrou o café e o legado deixado pelos ancestrais, conectando passado e o presente, a artista entregou com quem gostaria de tomar um café. "Com a minha irmãzinha, Ingrid, que mora em Roma e de quem estou morrendo de saudades", disse.
O legado e a ancestralidade na coleção
A coleção da Apartamento 03 abordou o universo do café, esse fruto que tem um importante papel na cultura brasileira. "Com essa coleção, queremos não apenas homenagear o café, mas também refletir sobre ancestralidade, legado e as histórias que conectam passado e futuro", disse Luiz Cláudio, diretor e fundador criativo da marca, em comunicado à imprensa.
Para Marie Claire, o estilista mineiro completou que "a ideia inicial da coleção foi agradecer a quem veio antes, tantos em termos históricos, quanto pessoais". "E pensei o café como o fio condutor dessa história, porque ele justamente une estes dois contextos: a mão de obra escravizada que fazia girar a economia cafeeira formada por, justamente, os meus ancestrais. Abordar o café nessa coleção é uma forma de relembrar e honrar o meu passado."
Além disso, o estilista comentou que, por ser mineiro, tem uma relação muito afetiva com o café. "Em Minas, a gente sempre serve a bebida para as pessoas mais velhas primeiro e usa o café também para nos conectar com o outro, para convidar pessoas para a nossa casa, é um símbolo de amizade."
Na passarela, o conceito proposto pela marca aparece nas estampas de manchas de café desenvolvidas em parceria com Paulo André, que foi professor de Luiz no curso de moda da Universidade Federal de Minas Gerais, e a partir dos tons de verde, vermelho e, principalmente, do marrom, que refletem o processo de amadurecimento do fruto e da torra do grão.









