Apenas 3 de 17 marcas do SPFW N59 são comandadas por mulheres
No início das comemorações de 30 anos do evento, as mulheres representam menos de 20% dos participantes da próxima edição
A próxima edição do São Paulo Fashion Week, que acontece entre os dias 7 e 10 de abril, dá início às comemorações de 30 anos do evento. Com 17 nomes no line-up, o calendário desta vez está mais enxuto, especialmente no quesito marcas comandadas por mulheres — são apenas três, representando menos de 20% do total de participantes. São elas: Aluf, de Ana Luisa Fernandes; Reptilia, de Heloisa Strobel; e Patricia Viera.
Em comparação às duas últimas edições, a parcela feminina sofreu uma queda considerável. Na N58, elas somaram 12 entre 41 nomes, atingindo cerca de 30% do número total. Já na N57, que aconteceu no primeiro semestre do ano passado, as etiquetas com mulheres na direção criativa completaram quase metade do calendário, totalizando 48%. Nomes como Fernanda Yamamoto, Renata Buzzo e Angela Brito, que já participaram de outras temporadas, não estarão na edição N59.
Historicamente, há uma baixa presença de mulheres em cargos de liderança, especialmente criativa, nas marcas de moda -- movimento que tem se confirmado com as últimas mudanças na direção de grandes grifes.
Marie Claire fez um pedido de entrevista a Paulo Borges, idealizador e diretor criativo do SPFW, mas recebeu uma resposta da assessoria de imprensa do evento: "A decisão de participar de uma temporada do SPFW é das marcas. Muitas optaram em desfilar apenas uma vez em 2025 e estarão presentes na edição do segundo semestre, sempre a mais completa do ano". O comunicado não esclarece qual o critério para os convites e se há alguma política afirmativa em torno da participação de mulheres.









