Na Balmain, o Inverno 25 tem silhueta ampla, 3D que imita couro de crocodilo e acessórios que são desejo imediato
A coleção de Olivier Rousteing é uma narrativa que vai das ruas à savana, passando por referências ao estilo da maison dos anos 50 e 60, com acenos para os 80
“Este Outono/Inverno não é apenas mais uma coleção; é o início de uma nova era Balmain.” Assim Olivier Rousteing descreve no release enviado à imprensa o desfile que aconteceu nesta quarta-feira, 5 de março, em Paris. O diretor criativo, à frente da maison desde 2011, diz ainda que depois de 14 anos de trabalho, cresceu, sua confiança também cresceu, e que entendeu que “a verdadeira presença está na veracidade e na consistência”.
Vale pontuar o pano de fundo desta era: há dez meses a Balmain tem um novo chefe executivo, Matteo Sgarbossa. O que talvez explique a sensação de coleção com mais “apelo comercial” apresentada nesta semana de moda.
Rousteing afirma que voltou os olhos para o espírito corajoso de Pierre Balmain, o fundador da marca (que completa 80 anos em 2025), e propôs uma narrativa que vai das ruas à savana, passando por referências ao estilo da maison dos anos 50 e 60, com acenos para os 80.
O resultado? Ora silhuetas acinturadas, mas com ombros largos, marcados e volumosos (que lembram a estética de uma armadura e endossam a desenho casulo característico da marca), ora silhuetas mais livres, mas ainda com volumes aparentes, das roupas aos acessórios.
E então, dois conceitos pontuam a coleção: o dos utilitários (e vemos isso em peças equipadas com bolsos e zíperes, como as parkas, as calças cargo e ainda os kimonos que chegam com uma pegada funcional) e o das texturas. Este é um desfile que passeia por diferentes materiais. O tricô, o couro de carneiro, um trabalho 3D que imita couro de crocodilo e é feito em ladrlhos de resina, a caxemira (que aparece em pontos de cor pela passarela) e o bordado com micro contas brilhantes que reproduz a pele de animais selvagens, como a zebra.
Por fim, os acessórios são desejos imediatos. Botas em burgundy (a cor do momento) aparecem super drapeadas e acima do joelho. Já os scarpins são revestidos por couro drapeado ou dobrado (lembra um origami) ou por pele, a que imita animais selvagens ou a que imita pelúcia.
Ainda no quesito bolsas, Rousteing trouxe modelos médios e grandes, com cintos largos atravessando sua extensão (a já clássica Anthem), e o modelo em formato meia lua com alça em madeira (este tem tudo para virar tendência).









