Os melhores desfiles da temporada de Inverno 25, segundo nossas editoras
Reunimos alguns dos momentos mais marcantes das passarelas; veja aqui
Por redação Marie Claire
Depois de uma temporada intensa de desfiles — em meio a uma enxurrada de tendências e das entradas e saídas de diretores criativos —, paramos para eleger os nossos desfiles favoritos do Inverno 25. A seguir, confira as passarelas que mais emocionaram, as apresentações marcantes e as peças mais desejadas da estação, de acordo com as editoras de Marie Claire.
Maria Rita Alonso, diretora de redação
“Tom Ford é sobre sedução. É uma marca que nasceu fazendo roupas magnéticas e cheias de sex appeal, para mulheres que não gostam de passar batido. Por isso, a estreia de Haider Ackermann foi bem-sucedida e elogiada pela crítica na última semana de moda de Paris. O look todo branco é tão classudo e tão moderno ao mesmo tempo! Uma roupa feita para durar uma vida. E que tal um vestido amarelo longo, inesperado, lânguido e surpreendente como este? É de uma assimetria instigante, concorda? De repente, uma singela camisa azul, clichê dos clichês do guarda-roupa de escritório, ganha graça transformada em uma peça tão poderosa quanto eficiente. Enfim, uma coleção de moda com presença e intenção, do jeito que eu gosto.”
Natacha Cortêz, editora-chefe
“As silhuetas da estreia de Sarah Burton na Givenchy não saem da minha cabeça. Depois, a alfaiataria precisa que Sarah apresentou: os ombros marcados, as mangas e calças ovaladas, o power dressing dos anos 1980 em sua versão super power. Tudo isso, nos levando para o lugar andrógino em que chegam suas criações. Por fim, a graça dos laços em grandes proporções que envolvem o pescoço. Inesquecível.”
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Larissa Lucchese, diretora de moda
“Para mim, o desfile da Saint Laurent foi um dos mais impactantes da temporada. Anthony Vaccarello priorizou o corte, a construção e as cores vibrantes — fúcsia, coral, ametista, ocre e esmeralda —, criando algumas das imagens mais marcantes da estação. Inspirado na alta-costura da YSL dos anos 1990, Vaccarello apresentou silhuetas marcantes, com ombros estruturados que afunilavam até a bainha, formando um triângulo invertido. A alfaiataria surgiu reinterpretada em casacos sem fechos visíveis, vestidos minimalistas, blusas com laços e saias estreitas, reforçando a elegância sem excessos que definiu o desfile.”
Natália Guadagnucci, editora contribuinte de moda
“O que significa ser mulher hoje? Essa é uma questão que pode nos levar para os mais diversos caminhos — aquele guiado por Miuccia Prada na Miu Miu é certamente um dos mais interessantes. Ela também não tem respostas prontas, mas, nesta temporada, levantou um debate sobre a atual relevância de elementos tipicamente associados à feminilidade — como os sutiãs, por exemplo, que surgiram em versões pontudas, aparecidos sob as roupas. Explorando diferentes espectros do feminino, a estilista trouxe à tona algumas relíquias do baú da vovó, mas com uma roupagem e styling superatuais. Não consigo parar de pensar nos vestidos-camisola, nas sobreposições de jaquetas, nos brincos com carinha vintage e nas meias bordadas usadas com mocassins.”









