SPFW N59: Com tecidos reaproveitados, À La Garçonne expande as possibilidades de uma moda mais sustentável
Entre conjuntos de alfaiataria, vestidos de festa e elementos característicos da moda das ruas, a marca de Fábio Souza mostra maturidade e consistência em sua apresentação na semana de moda
Em um aprofundamento de seu trabalho com upcycling, que existe desde o começo da À La Garçonne, Fábio Souza trabalha nesta coleção com tecidos de final de estoque da própria etiqueta e de outras marcas também, além da customização de peças vintage garimpadas. Ao ver a unidade das peças na passarela, é difícil de imaginar que a matéria-prima venha de origens tão diversas.
Sem se prender a temas, o estilista prefere pensar no que ele próprio e no que a clientela da marca usariam: “Meu olhar é sempre para a moda de rua. Procuro fazer coisas atemporais, que vêm e voltam. Você vai ver aqui tecidos que estiveram na minha passarela anos atrás, porque sobram e eu não jogo fora, aproveito até o fim”, contou Fábio nos bastidores da apresentação. O xadrez rosa, que estampou de bolsas até jaquetas perfecto, é exemplo do uso consciente da matéria-prima que a À La Garçonne faz com tanta maestria.
Os conjuntos de alfaiataria e os vestidos estruturados surgem em silhuetas ampulheta, as calças aparecem em com a frente jeans e parte de trás em tecido plano (ou vice-versa), com corte alfaiatado, e os looks de festa ganham capas esvoaçantes — apenas para citar alguns dos destaques.
Do lado street, aparecem releituras das parkas com cordas pintadas à mão, que remetem ao início da grife, e que nos fazem refletir sobre o amadurecimento da marca. Se o futuro da moda é sustentável, é um alívio que a À La Garçonne faça parte dele.









