SPFW N59: Reptilia se aventura na estamparia e brinca com estereótipos de gênero em desfile
Em sua segunda apresentação na semana de moda, a marca de Heloisa Strobel se inspirou nos movimentos da crosta terrestre e nas nuances do solo para desenvolver a coleção
Para seu segundo desfile no SPFW, a Reptilia teve como ponto de partida uma viagem da diretora criativa Heloisa Strobel ao Oriente Médio, com destino ao mar Vermelho. A inspiração foi tanta que rendeu a primeira estampa marca, desenvolvida a partir de fotografias em 35 mm feitas por Heloisa em uma câmera analógica dos anos 1970, que mostra as diferentes nuances do solo, suas fissuras e a presença da água.
Mirando nos movimentos da crosta terrestre, a etiqueta se baseou nas formas orgânicas das falhas geológicas para confeccionar itens com recortes e articulações, com tiras nas mangas que podem ser removidas para criar diferentes comprimentos. O tema também deu o tom da paleta terrosa da apresentação.
Nesta coleção, a Reptilia também se aventura pela categoria masculina, ao mesmo tempo em que busca fugir de estereótipos de gênero, explorando elementos como as saias por cima das calças de alfaiataria e os mocassins feitos em parceria com Juliana Bicudo.
A marca, que já trabalhava com resíduos têxteis, agora usa corte a laser para manusear as sobras de tecido, com destaque para os círculos bordados um a um, criando texturas volumétricas sobre as peças — um encontro bem-sucedido entre a tecnologia e as manualidades.









