Alta-costura: Giorgio Armani Privé explora com sofisticação as múltiplas facetas do preto
Em desfile preciso, Armani Privé revisita a potência gráfica do preto em tecidos luxuosos, ao mesmo tempo em que desconstrói códigos femininos e masculinos, como o smoking
A coleção de alta-costura da Armani Privé, apresentada nesta terça-feira (08), explorou as múltiplas facetas do preto. Para esta temporada de inverno 25, a cor-símbolo da elegância surgiu em variações sofisticadas, do veludo às sedas metalizadas, refletindo uma paleta noturna rica em reflexos e texturas. A apresentação ocorreu no escritório do próprio Giorgio Armani em Paris, o Palácio Armani, próximo à Avenue Montaigne. Ali, a atmosfera luxuosa do edifício clássico — com salas pequenas ligadas entre si — transformou-se em passarela, com looks desfilados a centímetros da plateia, como nos históricos shows de salão da alta-costura.
A proximidade permitiu ver de perto cada ponto de bordado, o trabalho precioso de aplicações e pespontos e a artesania nas franjas e plumas. Decotes, mangas recortadas e costas nuas abraçavam o corpo das modelos, enquanto a silhueta ajustada reafirmava uma feminilidade sensual e precisa. Chapéus e boinas — revisitadas com requinte — pontuaram vários dos looks.
Para Armani, o preto sintetiza formas e eterniza silhuetas, mas nunca é um só. Desta vez, ele revisitou o diálogo entre códigos masculinos e femininos — ternos e fraques redesenhados, jaquetas arquitetônicas usadas sem nada por baixo, smokings com gravatinhas sedosas — enquanto injetou flashes de cor em bordados vibrantes, que abriram o desfile como um prólogo luminoso.
Vestidos longilíneos, esculpidos por laços gigantes, plastrons quase etéreos e punhos-joia receberam o contraluz de cristais pavê e forros dourados, multiplicando o brilho do encontro entre o tom escuro, os veludos profundos e as sedas metálicas.









