Matthieu Blazy vai à Riviera Francesa para sua primeira campanha à frente da Chanel
Para a campanha de primavera 2026, a Chanel volta à La Pausa, refúgio criado por Gabrielle Chanel em 1928, para reafirmar a conexão entre o diretor criativo e os valores fundamentais da maison
Para sua primeira campanha à frente da Chanel, Matthieu Blazy escolheu um lugar que sintetiza o espírito da maison para além da moda: a villa La Pausa, na Riviera Francesa. Construída em 1928 por Gabrielle Chanel, a casa foi pensada como um espaço de liberdade, convivência e criação – e recebeu, ao longo dos anos, nomes como Salvador Dalí, Luchino Visconti e Colette. Não por acaso, é ali que Blazy inaugura seu diálogo visual com a história da casa.
Fotografada por Alec Soth, a campanha de primavera/verão 2026 se constrói a partir de cenas em movimento e imagens quase íntimas. O elenco de tops inclui Awar Odhiang, Bhavitha Mandava, Loli Bahia, Aditsa Berzeniia, Marta Freccia, Trinidad Castaño, Waleska Gorczevski, Noor Khan, Latahlia Hickling, Josephen Akuei, Xiuli Jiang e Cathy Simmons, que circulam pelos cômodos da vila, descem escadas, descansam na cama de Gabrielle, atravessam pátios e se posicionam junto à oliveira do jardim, em referências diretas a fotografias históricas da própria Chanel, que ali posava com amigos.
La Pausa funciona como chave conceitual da campanha. A propriedade, recentemente restaurada, foi projetada por Gabrielle como uma casa sem excessos, aberta à luz e à circulação de pessoas. A locação dá ainda mais força ao diálogo estético entre passado e presente que marcou o desfile de estreia de Blazy.
A tensão entre masculino e feminino, a alfaiataria, as peças diurnas elaboradas e os looks noturnos de construção fluida: tudo isso fica em evidência nas imagens. Segundo a grife, a ideia da campanha é celebrar o amor, a liberdade e o movimento — o que faz especialmente sentido junto às roupas pensadas para serem vividas, combinadas e reinterpretadas.









