De volta ao topo: 9 bolsas icônicas dos anos 2000 para investir em 2026
Da Balenciaga City à Fendi Spy, modelos que marcaram uma geração voltam a circular entre celebridades e fashionistas
Em 2026, os ventos apontam para um retorno de bolsas que marcaram os anos 2000, especialmente associadas a celebridades e fashionistas em alta na época. Modelos como Paddington, da Chloé, Bayswater, da Mulberry, e Executive, da Chanel, simbolizam uma virada de página pós- excessos dos anos 2000 — são peças pensadas para serem usadas ao máximo, em todos os lugares, resistindo ao uso em uma vida bem vivida.
A volta das it-bags dos anos 2000 não acontece de maneira isolada. De um lado, estrelas retomam modelos de arquivo em aparições públicas recentes. Do outro, casas de moda recolocam essas criações nas passarelas, seja por meio de reedições ou referências diretas. Há ainda um interesse crescente no mercado de revenda, com picos de busca e valorização em plataformas especializadas, apontando para uma mudança no modo como o consumo de luxo é percebido. Em vez de buscar apenas o novo, o desejo se desloca para peças com memória, circulação cultural e potencial simbólico.
Balenciaga City
Lançada em 2001, durante a gestão de Nicolas Ghesquière na Balenciaga, a City surgiu como contraponto ao luxo da época. Com couro macio, aparência desgastada e ausência de logotipos evidentes, a bolsa foi rapidamente associada a uma estética urbana moderna e despretensiosa. Duas décadas depois, o modelo volta tanto em reedições oficiais quanto nas versões originais, impulsionado por nomes como Gabbriette.
Fendi Spy
Apresentada em 2005, a Fendi Spy tem volume arredondado, alças de couro entrelaçado e um bolso interno secreto — características que também respondem à busca por praticidade e espaço extra. Agora, a bolsa volta a circular em looks de celebridades, sinalizando uma reaproximação com peças que escapam do minimalismo rigoroso.
Louis Vuitton x Takashi Murakami
A colaboração lançada no início dos anos 2000 marcou uma virada na relação entre luxo e cultura pop. Ao atualizar o monograma clássico com cores vibrantes e grafismos, a parceria antecipou o diálogo entre moda e arte que se tornaria dominante anos depois. Em 2025, a reedição da coleção trouxe as bolsas de volta às ruas, sinalizando um amplo interesse por collabs históricas e pelo imaginário Y2K reinterpretado sob novas camadas.
Celine Phantom
Criada durante a era de Phoebe Philo na Celine, a Phantom se destacou como uma bolsa de grande escala, com linhas arquitetônicas e funcionalidade evidente. Sua reaparição na coleção de primavera 2026, assinada por Michael Rider, confirma a volta de silhuetas amplas, alinhadas à demanda contemporânea por bolsas que acompanham a vida cotidiana sem perder presença visual.
Chanel Executive
Mais uma bolsa em tamanho máxi marca seu retorno: a Executive, da Chanel. Na passarela de pré-outono 26, sob a direção de Matthieu Blazy, o modelo apareceu ainda mais robusto, conquistando clientes como Hailey Bieber. A it-bag dialoga com a busca atual por bolsas grandes, maleáveis e compatíveis com rotinas multifacetadas.
Chloé Paddington
Lançada em 2005, a Paddington ficou conhecida pelo cadeado robusto e pelo formato retangular. Seu retorno acompanha a fase atual da Chloé, que volta a explorar texturas macias, referências boêmias e acessórios de impacto sob o comando de Chemena Kamali. Recentemente, a bolsa conquistou nomes como Daisy Edgar-Jones, consolidando seu status fashionista.
Mulberry Bayswater
Popularizada por Alexa Chung no auge do street style londrino dos anos 2000, a Bayswater, da Mulberry, reaparece no street style. Com formato clássico, design funcional e sem logos, o modelo responde ao desejo por itens duráveis.
Marc Jacobs Blake
A bolsa Blake, de Marc Jacobs, ganhou destaque global depois de aparecer no filme O Diabo Veste Prada, de 2006. Com bolsos frontais, o modelo resgata a estética utilitária chic da década, que volta a ocupar outros cantos da moda contemporânea.
Proenza Schouler PS1
Lançada em 2008, a PS1 se tornou um verdadeiro hit nos anos seguintes, aparecendo em looks de nomes como Mary-Kate Olsen, Leighton Meester e Reese Whiterspoon. Ao adicionar acabamento sofisticado ao design nostálgico das bolsas escolares, a marca estabeleceu uma alternativa possível e desejável diante da lógica ornamental das it-bags até então.









