Estas são as it-bags que prometem dominar 2026
De reedições dos anos 2000 a silhuetas inéditas, reunimos as bolsas-lançamento que têm tudo para conquistar fashionistas nesta temporada
Em 2026, as it-bags parecem não operar mais apenas pelo impacto visual ou pelo status imediato. Elas se constroem a partir de três eixos principais: função, memória de marca e uma silhueta que dialogue com o cotidiano. De um lado, cresce o interesse por modelos amplos, capazes de acompanhar uma rotina multifacetada. De outro, há um retorno evidente aos arquivos – especialmente dos anos 2000 –, reinterpretados com acabamento mais limpo e proporções ajustadas. No meio disso, surgem bolsas que tensionam forma e uso, apostando em volumes inesperados e detalhes que deslocam a leitura clássica.
A seguir, os modelos recém-lançados para ficar de olho.
Borsetto, Gucci
Apresentada na coleção de verão 2026 da Gucci, a Borsetto reúne atributos importantes: espaço, praticidade e uma estética que olha para o passado sem parecer datada. A silhueta retangular encontra o detalhe do horsebit, agora central, em uma conexão direta ao repertório da casa, enquanto os materiais (canvas GG, couro e camurça) reforçam a ideia de permanência.
Dada, Prada
A bolsa Dada, da Prada, surge como contraponto às bolsas rígidas que dominaram os últimos anos. Há um jogo interessante entre controle e espontaneidade: o franzido central organiza a silhueta, enquanto o restante da bolsa mantém um contorno maleável. No uso, isso se traduz em versatilidade: pode ser carregada no ombro ou ajustada como clutch.
Valentino Panthea
Entre as novidades, a Panthea, da Valentino, se destaca pelos elementos audaciosos: as cabeças felinas esmaltadas, as correntes, a textura da superfície. Há uma intenção clara de transformar a bolsa em peça de presença, quase como um objeto de joalheria ampliado. Ao mesmo tempo, a combinação de materiais e acabamentos mantém a peça funcional.
Amazona 180, Loewe
Poucas bolsas conseguem atravessar décadas mantendo relevância. A Amazona é uma delas, e a versão 180 atualiza essa trajetória sem romper com sua essência. Lançada originalmente em 1975 pela Loewe, ela nasce ligada à ideia de mobilidade e autonomia feminina. Agora, retorna com uma construção mais macia, acabamento refinado e múltiplas formas de uso. A possibilidade de ser carregada aberta, revelando o interior, reforça essa relação com o cotidiano.
Large Shopping Bag, Chanel
O retorno das bolsas de grandes proporções ganha força, e a Chanel traduz isso com precisão. A Large Shopping Bag aposta em uma construção com linhas limpas — o luxo aparece na matéria-prima e na execução, não no excesso de signos. O resultado é uma bolsa que comporta tudo e que reposiciona o desejo em torno da utilidade.
Le 7, Balenciaga
A Le 7, da Balenciaga, parte de uma lógica de construção quase arquitetônica. Compartimentos múltiplos, estrutura interna definida e um desenho que se adapta ao corpo criam uma bolsa dinâmica. Apesar da base rígida, há flexibilidade na maneira como ela se comporta, expandindo ou diminuindo conforme necessário.
Mombasa, Saint Laurent
Entre as reedições, a Mombasa se destaca por manter aquilo que a tornou identificável desde o início: a silhueta curva e a alça escultural. Apresentada no início dos anos 2000 pela Saint Laurent, ela retorna em um momento em que a moda revisita esse período com mais maturidade. A atualização aparece no acabamento, mais limpo e controlado, e na forma como se integra aos looks atuais.









