Bella Campos reflete sobre ausência de referências na mídia: 'Sei o impacto disso para os nossos sonhos’
Artista apostou em um look grifado para Prêmio Sim à Igualdade Racial, que acontece na noite desta quarta-feira (13) e tem duas categorias apresentadas por ela
O Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026, que acontece nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro (RJ), reúne um time de celebridades em prol do combate ao racismo e à valorização da diversidade. Entre os famosos, está a atriz Bella Campos que apostou em um visual potente e com significado folclórico e cômico.
A estrela, que levou uma mordida de jacaré na perna durante as gravações de Pantanal (2022), apostou em um vestido sofisticado que remete ao animal e a sua história cômica, que viralizou após participação no programa Que História É Essa Porchat. Além da peça principal, ela também investiu em uma segunda opção, com terno preto bordado.
A aposta em visuais poderosos foi uma escolha que para Bella condiz com a importância do evento. Vale lembrar que nesta noite, ela será host de duas categorias: "Eu sempre gosto de brincar com as possibilidades. Hoje eu escolhi 2 looks pra representar isso. Um mais clássico e sofisticado, outro mais poderoso. Ambos expressam a sensação de estar num premio como esse apresentando 2 categorias tão importantes socialmente", conta a artista a Marie Claire.
As peças são assinadas pela grife Balmain, enquanto a composição é do stylist Fred Rocha, que também usa joias Swarovski como acessórios do look de Bella:
"Queríamos trazer força e personalidade sem perder leveza. O vestido do red carpet faz uma brincadeira elegante com a já quase folclórica história dos jacarés da Bella, reinterpretada de forma sofisticada por Balmain. Já o terno preto bordado reforça uma elegância precisa e poderosa, muito alinhada ao vocabulário de Olivier Rousteing, na Balmain", conta Rocha com exclusividade.
Bella Campos reflete sobre protagonismo afrobrasileiro
Muito além de brilhar apenas pelo seu look, Bella se entende como uma figura de muito impacto na vida de outras jovens brasileiras. A artista celebra a força do prêmio para que elas se vejam representadas em seus iguais e se sintam igualmente poderosos: "O prêmio SIM têm um papel muito importante porque elas ajudam a materializar uma sensação que, por muito tempo, parecia distante pra muitas meninas negras: a de pertencimento", reflete.
"Cresci sem me ver representada de muitas formas e sei o quanto isso impacta a maneira como a gente sonha e imagina o próprio futuro. Então, quando esses espaços reconhecem trajetórias negras e colocam essas narrativas no centro, eles também estão dizendo que a gente pode ocupar esses lugares com potência, complexidade e continuidade. Isso muda o imaginário coletivo."
Admirada por outras meninas que desejam ser como ela -- uma atriz e uma voz contra preconceitos -- Bella avalia que é necessário ainda mais esforços para que pessoas negras estejam nos holofotes de maneira permanente, sem que isso seja parte apenas se um movimento momentâneo.
"Hoje existe uma presença maior de profissionais negros em frente às câmeras e também uma discussão mais ampla sobre representatividade. Mas ainda existe uma distância entre o discurso e a prática em muitos aspectos. Não basta só estar presente; é preciso ter espaço de construção, protagonismo, continuidade e oportunidade real de desenvolvimento. A mudança acontece quando pessoas negras conseguem ocupar diferentes camadas do audiovisual e não apenas quando viram uma 'tendência'. Acho que estamos em movimento, mas ainda existe um caminho importante pela frente", reflete.









