O que é lifelong learning e como ele pode transformar o mercado de trabalho
Giulianna Carbonari Meneghello, presidente da MUST University, e Simone Sancho, empreendedora e fundadora da Belong Be, falam da importância de continuar estudando e aberto a aprender na 10ª edição do Power Trip Summit
“Se não adotarmos o lifelong learning, não vamos sobreviver como sociedade.” É o que afirma a presidente da MUST University, Giulianna Carbonari Meneghello, na 10ª edição do Power Trip Summit. Ela e Simone Sancho, empreendedora e fundadora da Belong Be, falaram à Daniela Tófoli, diretora editorial da Editora Globo, sobre os benefícios de se manter em constante aprendizado.
Lifelong learning (ou educação continuada) nada mais é do que se propor a continuar aprendendo coisas novas de diversas maneiras ao longo da vida, sem necessariamente significar uma graduação formal ou seguir uma carreira acadêmica, por exemplo.
O relatório O Futuro do Trabalho, divulgado em 2023 pelo Fórum Econômico Mundial, afirma que o lifelong learning é uma das habilidades mais importantes para os trabalhadores da atualidade. A premissa é que o processo de aprendizado não tem data pra acabar.
As maneiras de se manter informado são várias, e podem ir desde mentorias e cursos de curta duração até consumo de filmes e livros. Ou mesmo se permitir adquirir novos conhecimentos por meio das conexões do dia a dia.
Meneghello afirma que esse é um tipo de aprendizado que não tem hora para começar e nem para acabar. Sancho, por exemplo, percebeu que era preciso dar passos para trás durante o processo de desenvolvimento da sua empresa.
“Achei que sabia de tudo sobre empreendedorismo depois de dois anos e meio de empresa, mas vi que houve erros ao longo do tempo. Percebi que não tinha entendido a dificuldade de alguns processos do varejo. Dei um passo para trás, que é algo que empreendedores fazem o tempo todo”, afirma.
Por trás do lifelong learning estão as rápidas transformações tecnológicas, associadas ao aumento da longevidade, por exemplo. Meneghello também afirma que, diante das transformações tecnológicas, como ferramentas operacionais e Inteligências Artificiais (IA), é importante entender de que maneira integrar essas ferramentas de maneira responsável e assistiva.
“O mundo se transformou mais nos últimos 20 anos do que nos últimos 200 anos. A velocidade de informação é cada vez mais desafiadora, o que muda a forma como a gente aprende. Fomos ensinados a aprender hierarquicamente, mas, dependendo do tema, seu estagiário é quem sabe mais. É preciso ter humildade corporativa para aceitar que o aprendizado vem de qualquer lado”, afirma Sancho.
Sobre a 10ª edição do Power Trip Summit
O principal encontro de líderes mulheres do Brasil, o Power Trip Summit, promovido por Marie Claire com patrocínio master do Banco do Brasil, patrocínio de L’Oréal Paris, Vivo e Dove, apoio do Magalu, Musquée, Mastercard, Liftera e MSD, parceria educacional da MUST University, apoio institucional do Instituto Inhotim, participações de Oshadi e Dior e parceria editorial da Pantys. Foi realizado nos dias 26, 27 e 28 de maio, no Hotel Fasano Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Em sua 10ª edição, o evento aborda o tema “Visionárias” e reuniu na plateia executivas, CEOS e líderes da sociedade civil nos campos dos negócios, cultura, beleza, moda, política, ciência e tecnologia. O Instituto Inhotim, sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e o maior museu a céu aberto do mundo, foi parte da agenda.









