Executiva da Magalu sobre ações afirmativas: 'Nosso propósito é democratizar acesso. Para isso, é preciso diversidade'
Patricia Pugas, Diretora Executiva de Gestão de Pessoas da Magalu, relembrou trainee para jovens negros, alvo de críticas quando foi lançado, e celebrou resultados: 'Muitos trainees estão em posições de liderança, são grandes talentos da companhia'
A trajetória da Magalu, uma das maiores empresas brasileiras e também responsável por marcos importantes nas políticas afirmativas do país, foi tema de uma das mesas desta segunda-feira (26) na 11ª edição do Power Trip Summit, promovido por Marie Claire.
Além da história da empresa de 67 anos, Patricia Pugas, Diretora Executiva de Gestão de Pessoas da Magalu, compartilhou com a plateia formada por lideranças empresariais do país os resultados positivos dos programas de inclusão e diversidade promovidos pela companhia.
“Nosso propósito nada mais é que democratizar o acesso. E um dos caminhos mais poderosos para democratizar o acesso é promover verdadeiramente um ambiente de diversidade, não só dentro dos seus quadros, mas também impactar isso em seus pontos de contato, como clientes e parceiros.
Lá no início, a tia Luiza [Luiza Trajano Donato], que é a fundadora, foi a responsável, por exemplo, por vender boa parte das televisões, que era um grande objeto de consumo, para os lares do interior de São Paulo. Naquele momento, essa era uma grande forma de democratizar o acesso, porque a informação se estabelecia daquela forma. Mais à frente, na época da Luiza Helena Trajano, esse instrumento passou a ser as máquinas de lavar roupa, que contribuíram muito para o tempo livre das mulheres daquela época, que puderam inclusive se dedicar ao mercado de trabalho e aos estudos”.
Durante sua apresentação, Patricia Pugas também falou sobre o importante programa de trainee para jovens negros que a Magalu criou em 2020– e, na época, foi muito criticada por isso.
“O programa nasceu de uma motivação muito simples: resolver um problema que identificamos de baixa representatividade racial na liderança da empresa. E acabou se tornando um marco das políticas afirmativas no Brasil. Depois de três ou quatro anos, muitos desses primeiros trainees estão em cargos de liderança. São grandes talentos da companhia. Hoje, a Magalu tem em seus quadros mais de 43% das suas lideranças negras. Isso é um número incrível para quem acompanha esses índices.
Mas os resultados desse programa vão além da diversidade racial. Nossa experiência mostrou que, quando você foca em um ponto da diversidade, termina atingindo e beneficiando os demais – gênero e orientação sexual, por exemplo. Em outros programas, a gente olha para a questão do etarismo, por exemplo. Também temos ações que incentivam mulheres na faixa de 40 anos a fazer exames periódicos como mamografia e Papanicolau, e que apoiam profissionais durante a maternidade. Nós contratamos e promovemos mulheres grávidas e acolhemos as profissionais na volta da licença.”
Sobre a 11ª edição do Power Trip Summit
Principal encontro de lideranças femininas do Brasil, o Power Trip Summit é promovido por Marie Claire, com patrocínio de MSD, Boticário, Vivo, Banco do Brasil e SulAmérica; apoio institucional de Magalu, Dove e Secretaria de Cultura e Turismo - Prefeitura de Salvador; parceria da GOL Smiles e Mastercard; e hotel oficial Fera Palace Hotel, em Salvador.
O tema da 11ª edição é Intelligence: Influência | Inovação | Identidade, assuntos quentes e que acompanham o pensamento Marie Claire.
O evento reúne em sua plateia CEOs, empreendedoras, conselheiras e lideranças da sociedade civil nos campos da cultura, beleza, moda, política, ciência, tecnologia, educação e transformação social. No palco, nomes influentes levantam a conversa.









