Saúde

Por Marcella Centofanti, Colaboração para Marie Claire

Toda mulher em idade reprodutiva, isto é, no período entre a menarca e a menopausa, produz secreção na vagina. Ficar com a calcinha um pouquinho molhada todos os dias não é sinal de alerta — desde que o líquido seja incolor, inodoro e não cause nenhum sintoma desagradável. Caso o corrimento venha acompanhado de mau cheiro, alteração na cor, ardência e coceira, é preciso procurar um médico.

“O corrimento vaginal é a principal queixa nos consultórios dos ginecologistas”, afirma a médica Ana Katherine Gonçalves, membro da Comissão Nacional Especializada em Trato Genital Inferior da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Mesmo assim, de acordo com ela, trata-se de um problema subestimado.

Sem o tratamento adequado, o corrimento decorrente de uma infecção favorece condições como doença inflamatória pélvica, abscesso ovariano e até esterilidade. Em gestantes, pode comprometer a gravidez e até antecipar o parto.

Quando o muco é normal

A secreção sem cheiro e sem cor não só é natural como desejada. Uma mulher que não toma pílula anticoncepcional perceberá que a vagina fica um pouco mais molhada no meio do ciclo. Durante a fase ovulatória, quando é possível engravidar, o muco se torna mais fino e abundante, favorecendo a ascensão dos espermatozóides. Perto da menstruação, a gosma fica um pouco mais grossa.

Gestantes também têm mais volume de secreção natural, em função do aumento dos hormônios femininos, estrógeno e progesterona. Já na menopausa a vagina seca. Sem lubrificação, muitas mulheres sentem dor na relação sexual. Algumas, inclusive, tomam medicação para produzir muco e ter mais conforto durante o ato.

Candidíase, vaginose bacteriana e ISTs

O corrimento se torna um problema quando ele está associado a uma infecção. Nesse caso, de acordo com Ana Katherine Gonçalves, existem três motivos principais.

O primeiro é a candidíase, decorrente do fungo Cândida albicans. Trata-se de uma infecção comum no verão, época em que as pessoas vão mais para a praia e ficam horas com o biquíni molhado. Calor e umidade favorecem a proliferação do micro-organismo.

A cândida também está associada a um fator menos conhecido: a alimentação. “Pessoas com candidíase recorrente muitas vezes têm problemas de alergia. Para elas, a gente recomenda evitar comidas alergênicas, como chocolate, camarão e caranguejo”, diz a ginecologista.

O fungo vive no organismo humano e faz parte da flora vaginal. Na maior parte das vezes, o sistema imune é capaz de evitar a sua proliferação desenfreada. Porém, quando o corpo sofre algum desequilíbrio, os micro-organismos podem se reproduzir de forma exagerada, causando a coceira e desconforto na região. Vale salientar que a cândida não tem odor.

A segunda causa comum de corrimento é a vaginose bacteriana, desencadeada por um desequilíbrio na microbiota da região. A proliferação anormal das bactérias naturais da vagina, em especial uma chamada Gardnerella vaginallis, pode provocar uma secreção com odor desagradável, semelhante ao de peixe podre.

Por fim, o terceiro fator frequente para corrimentos são as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Segundo Ana Katherine Gonçalves, que também é professora titular do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), gonorreia e tricomoníase sempre causam corrimento. Com menos frequência, a clamídia também pode aumentar a secreção na vagina.

O que a cor do corrimento revela sobre a sua causa

Classicamente, o corrimento da candidíase é branco e abundante. O da vaginose bacteriana, acinzentado e com pouco volume. A tricomoníase tem um muco amarelo-esverdeado, em grande quantidade. Já o da gonorreia também é amarelado e volumoso, enquanto o da clamídia, discreto.

No entanto, a ginecologista da Febrasgo alerta que essas características não servem como parâmetro para diagnóstico, porque variam muito de pessoa para pessoa.

O médico não vai desprezar a informação sobre a cor da secreção na consulta. Mas importante do que isso é saber se existem outros sinais associados ao corrimento, como prurido, coceira, mal cheiro, ardor ao urinar e dor durante a relação sexual
— Ana Katherine Gonçalves

E fica o alerta da médica: o diagnóstico deve ser sempre laboratorial. Exames microbiológicos vão apontar o patógeno causador do desconforto. Para cândida, o tratamento será com uma droga antifúngica. Vaginose bacteriana ou ISTs são medicadas com antibióticos. Em caso de infecções sexualmente transmissíveis, será preciso tratar também o parceiro da pessoa.

Como evitar secreções infecciosas

Algumas medidas ajudam a prevenir o aparecimento de corrimento patológico:

- Não ficar muito tempo com o biquíni molhado;

- Vestir calcinha de algodão;

- Evitar roupas apertadas;

- Dormir sem calcinha;

- Usar preservativo nas relações sexuais.

Mais recente Próxima Brisa, de Travessia, tem quimerismo: o que é essa alteração?
Mais do Marie Claire

Ex-sister conversa com a Marie Claire sobre rotina intensa após o reality, as amizades que se mantiveram e e os desafios de se dividir entre compromissos profissionais e culturais no Amazonas

Como Marciele Albuquerque concilia pós-BBB com o festival de Parintins: 'Maior loucura'

Participante comentou desdobramentos de caso recente e falou sobre os rumos da relação entre as duas fora do reality. Em conversa com a Marie Claire, a ex-sister detalhou o vínculo com a campeã desta edição

Milena, do 'BBB 26', explica como está amizade com Ana Paula Renault após polêmica no Dia das Mães: 'Fiz o que bem entendi'

Em conversa exclusiva com a Marie Claire, a artista contou detalhes das mudanças físicas e do processo de construção do papel

Alice Carvalho revela mudanças no olho e cabelo para viver Marta em novo filme: 'Personagem desafiadora'

Artista falou sobre o desejo de aumentar a família e contou como imagina a futura maternidade

Giovanna Lancellotti revela planos para engravidar em 2027 e diz que pretende ter até três filhos: 'Muita vontade de ser mãe'

Com preços a partir de R$ 78,47, selecionamos modelos bivolt com tecnologia iônica e até 1300W de potência para garantir agilidade e efeito de salão sem pesar no bolso

Escova secadora com 60% off no Magalu; 4 opções para um cabelo de salão

Apresentadora visitou espaço dedicado à trajetória da comunicadora e relembrou momentos marcantes da televisão brasileira

Patrícia Poeta se emociona ao conhecer acervo de Hebe Camargo: 'Senti imediatamente a energia dessa pessoa'

Artista apostou em um look grifado para Prêmio Sim à Igualdade Racial, que acontece na noite desta quarta-feira (13) e tem duas categorias apresentadas por ela

Bella Campos reflete sobre ausência de referências na mídia: 'Sei o impacto disso para os nossos sonhos’

Artista compartilhou registros da viagem e recebeu uma enxurrada de comentários dos fãs; veja os cliques

Paolla Oliveira ganha elogios ao abrir álbum de fotos na Itália: 'Por aí'

A premiação acontece nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro

'Estar no digital é também disputar narrativas', diz Preta Letrada, finalista do Prêmio Sim à Igualdade Racial