7 tendências de bem-estar para 2026: o que deve ganhar força no próximo ano
Tecnologia, envelhecimento saudável e saúde mental estão entre os movimentos que devem moldar os hábitos nos próximos 12 meses
Por em colaboração para Marie Claire — de São Paulo (SP)
Todo fim de ano é também um exercício de futurologia. Relatórios e pesquisas produzidos por instituições que monitoram comportamento, mercado e saúde ajudam a desenhar quais temas devem ganhar espaço num futuro próximo. Segundo duas projeções, em 2026, o bem-estar aparece conectado a saúde da mulher, longevidade, tecnologia e controle do peso, para citar alguns exemplos.
Nesse movimento de antecipar o que vem pela frente, uma das principais referências é o relatório anual do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM, na sigla em inglês). Há 20 anos, a entidade mapeia anualmente os rumos do fitness, com base em uma pesquisa com cerca de 2.000 médicos, pesquisadores e educadores físicos.
Em outra frente, o relatório Futuro do Bem-Estar, divulgado pela consultoria McKinsey, analisa tendências a partir de uma pesquisa com mais de 9.000 consumidores em diferentes países.
A seguir, alguns temas que devem marcar o próximo ano.
Controle de peso
O relatório da Mckinsey aponta que, embora o exercício físico continue sendo a estratégia mais comum para controle de peso, ganham espaço dietas estruturadas por nutricionistas (algo mais comum no Brasil do que em muitos países) e o uso de medicamentos prescritos, como os agonistas de GLP-1, as famosas canetas emagrecedoras.
Essa tendência aparece de forma complementar no relatório do Colégio Americano de Medicina do Esporte, que destaca o exercício como peça-chave para resultados sustentáveis no controle do peso, mesmo com o avanço dos tratamentos farmacológicos.
A entidade aponta que pessoas que mantêm a prática regular de atividade física durante o uso desses medicamentos tendem a preservar mais massa magra e função física, além de obter benefícios metabólicos e mentais.
Tecnologias vestíveis
Os dispositivos vestíveis seguem em expansão e aparecem como a tendência número 1 da pesquisa do ACSM. Relógios inteligentes, anéis, sensores e outros wearables ganham foco cada vez maior em métricas como sono, frequência cardíaca, pressão arterial e nível de açúcar no sangue.
“Quase metade dos adultos nos Estados Unidos já possui um monitor de atividade física ou um smartwatch, então a questão não é mais se as pessoas vão usar dispositivos vestíveis. O que importa agora é ensinar como utilizá-los de forma que realmente ajudem a cuidar da saúde e a promover mudanças de comportamento”, diz Cayla R. McAvoy, fisiologista do exercício e principal autora do levantamento.
Longevidade em foco
A longevidade aparece como um dos eixos centrais do bem-estar em 2026, impulsionada por uma mudança cultural em diferentes faixas etárias. Segundo o relatório da McKinsey, até 60% dos consumidores em diversos países afirmam que envelhecer de forma saudável é uma prioridade “alta” ou “muito importante”.
O estudo também aponta que o interesse por longevidade não está restrito aos mais velhos. Gerações mais jovens vêm adotando uma postura mais preventiva, buscando hábitos e intervenções que tragam benefícios agora, mas também no futuro.
Já o relatório do ACSM coloca os programas de atividade física para adultos mais velhos entre os principais movimentos para 2026. Segundo a entidade, modalidades que priorizam força, equilíbrio, mobilidade e atividades cardiovasculares de baixo impacto são fundamentais para preservar a funcionalidade e reduzir riscos, como quedas e perda de independência.
Aplicativos de exercício
Eles aparecem como a quarta tendência no relatório da ACSM. Os apps oferecem aulas gravadas ou ao vivo, treinos sob demanda e planos personalizados que podem ser feitos a qualquer hora e em qualquer lugar. O estudo indica que mais de 345 milhões de pessoas já utilizam aplicativos de atividade física no mundo, com maior adesão entre jovens, mulheres, pessoas com ensino superior e moradores de grandes centros urbanos.
“O uso disseminado de smartphones e dispositivos vestíveis tornou os aplicativos de exercício altamente acessíveis. Essas plataformas conseguem monitorar a atividade física, apoiar o estabelecimento de metas, oferecer aulas sob demanda e estimular a interação social, o que as torna uma ferramenta promissora para incentivar a prática regular de exercícios. A eficácia, no entanto, depende do engajamento dos usuários e da qualidade dos programas”, diz no estudo Jennifer Turpin Stanfield, instrutora de fitness.
Equilíbrio, fluidez e fortalecimento do core
Treinos voltados para equilíbrio, fluidez de movimentos e fortalecimento do core aparecem como a quinta tendência no relatório do ACSM. Depois de uma queda na participação em aulas coletivas durante a pandemia, esses formatos voltaram a ganhar força, acompanhando um interesse maior por saúde integral e pela integração entre corpo e mente.
Modalidades como pilates e yoga ganham destaque por promoverem qualidade de movimento, prevenção de lesões e benefícios de longo prazo , sobretudo em uma população que envelhece e busca manter funcionalidade e bem-estar ao longo do tempo.
Saúde mental
De acordo com a McKinsey, jovens e millennials relatam piores indicadores de saúde mental do que gerações mais velhas, pressionados por fatores como burnout, ansiedade econômica e climática e uso excessivo de redes sociais. Ao mesmo tempo, eles se mostram mais dispostos a buscar soluções. Nos Estados Unidos, 42% desse público afirmam que práticas de mindfulness são uma prioridade muito alta, ante 29% dos baby boomers.
Na pesquisa do ACSM, o exercício físico como estratégia para beneficiar a saúde mental aparece como a sexta tendência fitness em 2026. O treinamento de força está associado à redução de sintomas depressivos, enquanto práticas de menor intensidade e com foco em atenção plena, como yoga, contribuem para o manejo do estresse e para a regulação emocional.









