“O nosso compromisso deve ser com a verdade científica, mesmo quando ela custa caro”, diz Ludhmila Hajjar, médica dos famosos
Em 2025, a trajetória de Ludhmila Hajjar ganhou novos contornos ao consolidar décadas de trabalho na linha de frente da saúde. “Enquanto outras crianças brincavam, eu me fascinava por estetoscópios”, lembra a cardiologista e intensivista de Anápolis, que nunca buscou ser reconhecida como médica de figuras públicas, de Anitta ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A exposição segue sendo seu maior desafio: “Cada decisão vira notícia. É preciso maturidade, ética e absoluta discrição”. Ainda assim, ela reconhece que a visibilidade ajudou a fortalecer as causas que sempre defendeu.
Neste ano, sua atuação científica também ganhou destaque. Com mais de 300 artigos publicados e liderança nas UTIs do Hospital das Clínicas FMUSP, DF Star e Vila Nova Star, ela revisita episódios decisivos de sua história, como a pandemia da Covid-19: “O compromisso do médico deve ser com a verdade científica, mesmo quando ela custa caro”. Recusar o Ministério da Saúde em 2021 também foi uma decisão da qual não se arrepende: “Não havia condições para um trabalho técnico, independente e pautado em evidências”.
Um dos marcos de 2025 foi o avanço do Hospital Inteligente do SUS. A ideia, inspirada em experiências na Índia e na China, nasceu de anos testemunhando “atrasos evitáveis” e da convicção de que “o Hospital Inteligente não é um prédio moderno; é um novo modelo de cuidado”.
Também repercutiu sua coordenação da Política Nacional de Enfrentamento às Drogas, apresentada ao STF, e a projeção internacional de Ludhmila se ampliou ao ser listada entre as cientistas mais influentes do mundo: “Esse reconhecimento não é sobre premiação individual, é sobre impacto. Significa que a ciência que faço, as equipes que lidero e os projetos que defendo estão ajudando a transformar realidades”.









