Masturbação feminina: não sabe como se tocar? Dicas para criar um ritual de prazer e relaxamento
Além de ser fonte de muito prazer, se masturbar pode ser uma exercício chave para melhorar a saúde e o autoconhecimento
Por Camila Cetrone, redação Marie Claire — São Paulo (SP)
Para você, se masturbar é uma tarefa difícil ou é um must have na sua rotina sexual e (por que não) de autocuidado? Por mais que mulheres tenham alcançado mais abertura para explorar suas sexualidades, é seguro dizer que a masturbação ainda é um tabu para muitas de nós – e aqui também incluo outras pessoas com vulva, como homens trans, algumas pessoas não binárias e intersexo.
Tanto é que não é raro encontrar gente que não tem a menor ideia de como se tocar; ou ainda, que pensa que masturbação é algo repulsivo, nojento ou indecente. Mas isso está longe de ser verdade. Além disso, quantas vezes você já viu alguém se referir dessa mesma maneira à masturbação masculina? Imagino que nenhuma, não é?
Enquanto a masturbação masculina é incentivada como uma forma de autoconhecimento ou mesmo de desenvolvimento sexual, a masturbação feminina ganhou um rótulo de censura. Quando você era criança, imagino que tenha escutado algumas vezes para “tirar a mão daí” quando ela estava próxima demais de sua vulva.
Mas que tal ressignificar isso? A seguir, algumas dicas sobre como se tocar e fazer da masturbação um momento sagrado de autocuidado e (muito) prazer. Aproveite!
Mais do que (só) se tocar, masturbação é saúde
E se, além da sensação prazerosa e da possibilidade dos orgasmos deliciosos, eu te contar que essa pode ser uma chave importante para sua saúde?
Durante a masturbação, seu corpo libera endorfina, que é um neurotransmissor ligado ao bem-estar, e ainda diminui os níveis de cortisol, ligados ao estresse (o mesmo acontece quando você faz sexo). Todo esse turbilhão hormonal prazeroso pode fazer você se sentir mais relaxada e espantar o estresse e a ansiedade.
Quando você se toca, ganha mais conhecimento sobre seu próprio corpo, o que pode ajudar inclusive quando for transar com outra(s) pessoa(s), te deixando mais confortável inclusive para indicar quais são seus limites.
E mais: a masturbação também é capaz de fortalecer a musculatura pélvica (graças às contrações que acompanham o orgasmo), combater a TPM e até amenizar cólicas menstruais. Parece mágica, né?
Então, como começar a se tocar?
Primeiro, é preciso se destravar, inclusive do lado de fora. Prepare um ambiente acolhedor e tenha a certeza de que terá o espaço só para você, sem tempo limite. Que tal baixar as luzes, colocar uma playlist com músicas que te excitem ou acender algumas velas? Tenha certeza de que você está bem confortável e relaxada.
Comece a se tocar, mas, por enquanto, deixe a região da vulva de lado. Explore o resto do seu corpo antes, que é repleto de zonas erógenas capazes de intensificar o prazer. Assim como o sexo, a masturbação também precisa de preliminares.
Experimente texturas, toques e intensidades em áreas diferentes. Vale apostar nos cremes e óleos corporais, se quiser. Preste atenção nas dicas que seu corpo dá de que o que você está fazendo é bom. Deu um arrepio gostoso e te excitou? Se renda e continue!
Depois que estiver mais acesa, vá passando as mãos próximo da vulva. Acaricie o lado de dentro das coxas, o monte de vênus e os grandes lábios. Depois, vá entrando devagar com os dedos até alcançar a parte interna da vulva, sem penetrar a vagina. Vá deslizando os dedos suavemente para construir as camadas da excitação.
Seu grande aliado neste momento é o clitóris. Para encontrá-lo, basta sentir a pequena (e poderosa) protuberância que fica bem acima da uretra. Faça movimentos ali, sem apertar demais: eles podem ser circulares, de vai e vem, com o dedo indicador ou o apertando devagar entre os dedos médio e anelar. Encontre o estímulo que mais te excita e fique nele.
A penetração é opcional. Se estiver afim, você pode inserir os dedos aos poucos na vagina ou no ânus (sim,ele pode participar, se você quiser). Esqueça o estilo britadeira: vá colocando o dedo devagar e suavemente. Caso queira tentar alcançar o dito ponto G, faça movimentos de “vem cá” com a palma da mão para cima para pressionar a parte de trás do clitóris.
Dizem ainda que o períneo pode ser uma zona erógena poderosa para intensificar o orgasmo, mas pouco explorada. Você pode estimular pressionando devagar ou fazendo um carinho.
Os sex toys também podem ser grandes aliados. Se estiver disposta a tentar, nesta reportagem te contamos os melhores modelos para quem tem vulva. Existe uma infinidade deles: vibradores e sugadores de clitóris, dildos e vibradores internos são apenas alguns deles. Há ainda os géis e óleos sensoriais, capazes de fazer esfriar, esquentar, vibrar e muito mais.
O segredo aqui é encontrar o que te agrada e, quando fizer isso, não parar. Está perto de ter um orgasmo daqueles? Mantenha a consistência, a mesma intensidade, velocidade e pressão até gozar.
Ah, é importante ressaltar: se masturbar é um momento de relaxamento, que deve ser feito com calma e paciência. Então, dê o tempo que seu corpo está pedindo e desfrute sem pressa. De pressão já basta a que temos de encarar todos os dias. Faça desse momento uma pausa merecida.









