Sexo oral ‘temperado’: o que é beijo arco-íris, quais os riscos e como fazer com segurança
Visto com preocupação, o fetiche consiste em troca de sêmen e sangue menstrual pela boca
Por Redação Marie Claire — São Paulo (SP)
Você cospe ou engole (e o quê)? O beijo arco-íris pode estar fora do seu vocabulário sexual até o momento, mas a pergunta do início tem tudo a ver com ela – e não, a alusão a arco-íris não tem nada a ver com uma prática voltada, necessariamente, a pessoas LGBTQIAPN+. Trata-se de um fetiche que envolve uma mescla de fluidos inusitados: sêmen e sangue menstrual.
Beijo arco-íris é quando uma pessoa com vulva e outra com pênis fazem um 69 em um momento muito específico do mês: durante a menstruação. Quem estiver chupando o pênis enche a boca com sêmen, e quem chupar a vulva, enche a boca com sangue menstrual.
Depois, as duas pessoas se beijam, mesclam o líquido na boca – é dessa mistura de cores que vem o termo "arco-íris" – e engolem os fluidos.
Sexo:
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O fetiche tem gerado preocupações desde, ao menos, 2023 – quando especialistas em saúde sexual passaram a usar o TikTok e outras redes sociais para explicar o fenômeno – e tem sido visto de forma alarmista.
Quem é adepto desse fetiche não deve ser julgado – afinal, experimentar práticas não convencionais é algo saudável (desde que feito com consenso e cuidado) –, mas, assim como em qualquer outra prática sexual, merece atenção redobrada.
Isso porque fluidos como sêmen e sangue menstrual podem ser transmissores de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como HIV, sífilis, hepatite B e C, inclusive durante o sexo oral. Quando em contato com a mucosa da boca, o sêmen pode transmitir infecções, caso a pessoa com pênis tenha alguma infecção.
No caso do sangue menstrual, Priscila Pyrrho, ginecologista com especialização em sexualidade humana, explicou anteriormente a Marie Claire (no link abaixo) que, se carregar infecções, o fluido pode transmiti-las por meio de contato com feridas e lesões na boca.
O mesmo vale para caso o sangue com ISTs seja engolido por pessoas com lesões no tubo digestivo (como disfunções estomacais, gastrite e lesão no esôfago).
Caso não haja ISTs, o risco de transmissão é consideravelmente baixo. “Se a pessoa que estiver fazendo sexo oral está com a boca sem lesões e com avaliação odontológica em dia, não há um aumento da possibilidade de transmissão. Mesmo que o sangue tenha vírus, o risco é relativamente baixo”, explicou Pyrrho, com relação ao sangue menstrual. O mesmo vale para o sêmen.
O ideal, sobretudo em relações casuais, é ter certeza de que a pessoa com quem for se relacionar esteja testada ou usar preservativos de barreira, como camisinhas e dental dem – uma barreira de látex muito eficaz para proteção de sexo anal em vulvas e na região anal.
Se for praticar o beijo arco-íris, também evite higienizar a boca com escova de dente ou fio dental algumas horas antes do sexo rolar para evitar que novas lesões apareçam e propiciem uma contaminação.









