O que é fisting, como praticar de forma segura e por que pode ser tão prazeroso
Fetiche consiste em inserir mãos, punhos e até pés na vagina ou no ânus
Como você se sente com a ideia de ter um punho inteiro sendo colocado dentro da vagina ou do ânus? Bem, essa prática existe, se chama fisting e, acredite, tem quem sinta muito tesão ao praticá-la.
Também conhecido sob os nomes fist-fucking e handballing, o fisting é uma prática sexual em que se insere parte da mão, o punho inteiro ou mesmo o antebraço dentro da vagina ou do ânus. No entanto, há ainda pessoas que conseguem praticar introduzindo o pé ou uma parte da perna.
O fisting ganhou popularidade dentro da cultura gay, por ser inicialmente tido como uma prática realizada, principalmente, entre homens cisgênero. No entanto, também é realizado por outras pessoas, inclusive entre casais heterossexuais cisgênero.
A maior parte dos adeptos estão, de alguma forma, inseridos nas práticas do BDSM ou mesmo descobrem a existência dela na pornografia. Desde que feita com consentimento e seguindo um protocolo de segurança, o fetiche não é prejudicial à saúde.
Por que fisting é tão prazeroso para praticantes
De acordo com o Go Ask Alice!, renomada aba de perguntas e respostas sobre saúde da Universidade de Columbia, em Nova York, o fisting pode intensificar a experiência da transa e torná-la ainda mais prazerosa.
Alguns motivos citados por praticantes regulares são construção de intimidade mais intensa, melhora na comunicação entre parcerias e a sensação de "preenchimento" e dilatação mais intensa desses buracos, o que pode, para algumas pessoas, trazer orgasmos mais fortes.
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Para quem estiver inserindo o braço, o prazer pode vir tanto da dominação de outra pessoa como de poder sentir mais intensamente os movimentos de contração involuntários feitos pela outra pessoa, como reação aos estímulos. Uma vez que a mão está lá dentro, é possível fazer movimentos com os dedos, por exemplo, que acariciam partes específicas da região interna.
Há ainda quem se interesse, justamente, porque o fisting é visto como um tabu social, como se fosse uma prática "proibida".
Como fazer fisting de forma segura
Primeiro de tudo, lembre-se sempre que consentimento é a chave para que qualquer relação sexual aconteça. Antes de embarcar numa prática nova, tenha certeza de que está fazendo porque genuinamente deseja, e não por pressões externas ou de outras pessoas.
Segundo: assim como outros fetiches, o fisting também deve ser feito de forma segura e confortável para todas as pessoas envolvidas. Tanto que há etiquetas que devem ser rigidamente seguidas para garantir essa atmosfera.
A técnica chave para garantir isso é o bico de pato com a mão que será colocada: nada mais é do que formar um cê com as mãos e fechar os dedos, até que formem, de fato, um formato de bico de pato. Essa é uma espécie de "funil" criada para começar a fazer a introdução de forma gradual. NUNCA coloque o punho fechado e deixe todos os dedos o mais reto possível.
Seja na vagina ou no ânus, o lubrificante é indispensável e parte fundamental para que o fisting seja gostoso e seguro. Para prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), é possível usar uma luva de látex ou mesmo uma camisinha externa (também conhecida como camisinha masculina). Lembre-se ainda de estar com as unhas das mãos devidamente cortadas e limpas.
Se você nunca fez fisting, o ideal pode ser alargar a área previamente para que ela fique preparada para receber o punho (sobretudo se for fazer fisting anal). Para isso, existem sex toys como dildos, plugs anais e dilatadores com tamanhos progressivos.
Tem como ser ainda mais certeiro na espessura e na sensação, já que sex shops também vendem os fists, que são punhos fechados de borracha. Os brinquedos infláveis também podem ser uma mão na roda (com o perdão do trocadilho) na hora H, já que se adaptam anatomicamente.
Outra dica importantíssima para garantir a segurança das pessoas envolvidas é nunca usar anestésico. Isso porque a dor é uma importante reguladora de limites, e senti-la é o gatilho que vai te fazer entender se é preciso diminuir algum estímulo ou mesmo interromper a prática.
Se anestésicos forem usados, há chances de causar lacerações e machucados intensos na vagina ou no ânus, que podem levar a infecções, maior proliferação de bactérias e ainda intensificar a transmissão de ISTs como gonorreia, HIV e sífilis, por exemplo.









