Fetiche em cabelo: conheça a tricofilia, que fez atriz de Harry Potter abrir OnlyFans para pagar dívidas
Ter atração excessiva por cabelos pode parecer estranha à primeira vista, mas é mais comum do que você pensa
Se você é fã de Harry Potter, definitivamente já viu a atriz britânica Jessie Cave, que interpreta Lilá Brown nos três últimos filmes da franquia. Também deve se lembrar de que ela tem longos cabelos castanhos claros com mechas loiras. É aliás esse atributo que a motivou a lucrar no OnlyFans: por lá, ela criou uma conta para produzir conteúdo sensual para quem tem tricofilia; ou seja, para pessoas que têm fetiche em cabelos.
Por lá, ela promete conteúdos como "sons de cabelo da melhor qualidade" e "coisas bem sensuais", por mais que explique que o conteúdo não será explícito. "Tentarei por um ano. Meu objetivo? É sair das dívidas. Meu objetivo também é me empoderar e provar para as pessoas do passado que me julgaram. Quero colocar tempo em algo que nunca investi antes: autoamor", explicou em um texto em seu blog.
Mesmo sem nudez, meramente fotos e vídeos em que manipula e expõem o cabelo já serão suficientes para agradar adeptos da tricofilia.
Fetiche em cabelos: o que é tricofilia?
Etimologicamente, a palavra é a mescla de duas palavras gregas: tricha, que significa cabelo, e philia, que significa amor. Basicamente, a tricofilia indica pessoas que se excitam com cabelos ou pêlos em outras partes do corpo.
Mas como o fetiche se manifesta? Bem, existem diversos gatilhos que podem excitar alguém. A excitação pode vir de outra pessoa tocar os cabelos, pintá-los, puxá-los de uma determinada cor ou fazer um penteado específico. O mero fato de ver um cabelo molhado pode ser o suficiente para instigar o tesão em quem sente o fetiche.
Há ainda quem sinta tesão em ter o cabelo cortado ou raspado ou mesmo ver outra pessoa modificando os fios. A excitação também pode acontecer ao ver uma pessoa com cabelos de um determinado comprimento, textura ou estilo que considere atraente.
Por exemplo, uma pessoa que gosta de cabelos muito longos pode querer tocar ou se emaranhar nele — ou ver quem o tem agir de uma determinada forma. Ou pessoas que gostam de cabelos raspados podem querer sentir a textura dos fios ao passar as mãos na cabeça. As possibilidades são inúmeras.
Esse gatilho do tesão também pode ser acionado nos casos de barba, pêlos pubianos ou na axila. Aliás, nesses casos, um dos fetiches mais comuns é alisar os fios ou depilá-los.
Existe um paralelo à tricofilia que se chama bald fetichismo (algo como fetiche em calvície), em que uma pessoas sente atração sexual pela queda de cabelo genética. Não precisa ter a cabeça totalmente lisa: falhas no cabelo, entradas na testa ou baby hairs mais ralinhos podem ser atrativos desejáveis.
De onde vem o fetiche em cabelos?
O que podemos adiantar é que a tara em cabelos meramente pode ter relação com o entorno e a cultura ao redor de quem tem o fetiche. Experiências pessoais podem moldar a forma como essa pessoa enxerga o cabelo.
Historicamente, o cabelo é visto como um atributo de sedução e, com o passar do tempo, foi sendo integrado enquanto um elemento de vaidade para indicar beleza e auto expressão. Daí vem o teor erótico.
Aliás, em muitos países e religiões (como no islamismo e algumas vertentes judaicas), o cabelo é considerado explícito e sexual e deve ser coberto.
Tricofilia é saudável?
Assim como qualquer fetiche, a tricofilia é saudável e inofensiva desde que não interfira no dia a dia ou extrapole os limites do consentimento de outra pessoa. Por exemplo: não é saudável (e é até criminoso) colocar em prática o fetiche com outras pessoas sem que elas saibam, como com desconhecidas na rua ou com parcerias. Caso isso aconteça, o fetiche se torna um transtorno parafílico e é preciso buscar ajuda profissional.









