Conheça a Kunyaza, técnica ancestral africana que promete facilitar squirting
Técnica de masturbação promete orgasmos intensos e coloca a vulva no centro do prazer
Se em alguns países privar a mulher do prazer é enraizado na cultura, em outras o contrário é uma questão de honra, quase uma obrigação (alguns diriam que é apenas o mínimo). É o caso da Ruanda, na África Oriental, que tem uma técnica milenar que promete facilitar o orgasmo para pessoas com vulva. A chamada Kunyaza pode até mesmo levar ao famoso squirting. Mas será que é tudo isso mesmo?
O segredo parece estar ligado ao toque e a fricção, que aumentam a excitação e levam ao orgasmo de forma natural e intensa. A Kunyaza pode ser comparada à massagem tântrica, já que ambas são técnicas focadas no prazer e na conexão corporal.
A principal diferença é que a Kunyaza não envolve uma filosofia espiritual de prazer, como a massagem tântrica. O que chama atenção é o fato da prática não ter como objetivo principal a ejaculação do pênis, como acontece normalmente; e ser dedicada ao prazer sensorial, além de ajudar a promover orgasmos múltiplos para a vulva.
O que é Kunyaza?
Kunyaza é uma prática sexual da Ruanda que coloca a mulher (ou pessoa com vulva) no centro do prazer. Se trata de uma série de estímulos rítmicos e repetitivos na vulva com os dedos e o pênis sem que necessariamente aconteça uma penetração. Pouco conhecida em terras ocidentais, é uma prática para curtir o prazer sem pressa.
O termo Kunyaza pode ser traduzido como “águas sagradas” ou “liberar líquido”, na língua rundi. Daí vem a relação com os jatos produzidos pelo squirting. A prática se refere à importância social do prazer feminino dentro das comunidades localizadas no Oeste Africano.
No livro Kunyaza - The Secret to Female Pleasure (em tradução livre: Kunyaza - O Segredo do Prazer Feminino), publicado em 2018, o escritor Habeeb Akande explora as possíveis histórias de origem da Kunyaza. Uma delas gira em torno de uma rainha solitária, da terceira dinastia da monarquia de Ruanda, que se vê tomada pelo desejo, mas sem ninguém para satisfazê-la.
Determinada a chegar ao orgasmo, a rainha resolve começar a estimular o clitóris e a vulva com intensidade. O prazer foi tanto que ela começou a liberar muitos fluidos pela vulva. Diz a lenda que a quantidade foi tão imensa que deu origem ao lago Kivu, o 6º maior lago do continente africano e o maior de Ruanda.
Como praticar a Kunyaza?
Assim como a masturbação, a Kunyaza pode ser feita sozinha ou acompanhada. Caso pratique com a parceria, é importante levar a técnica como momento de conexão. Relaxamento e bem estar também são essenciais aqui. Os estímulos podem ser tanto externos como internos — podendo contar com leves penetrações.
No estímulo externo, a pessoa vai friccionar o clitóris com a glande do pênis ereto, um sex toy ou com os dedos seguindo sempre o mesmo ritmo, de cima para baixo, de um lado para o outro ou como um zig zag por toda a extensão da vulva.
Vale adicionar também movimentos circulares à brincadeira, mas é preciso manter o mesmo ritmo e velocidade. É bom lembrar que para não acontecer nenhuma fissura ou desconforto por conta da fricção, é bom usar bastante lubrificante para facilitar os movimentos e deixar tudo mais gostoso.
O estímulo interno, nesse caso, pode ser acompanhado de uma leve penetração, já que a ideia é estimular as paredes do canal vaginal. Deixe os movimentos de vai e vem de lado e foque em uma penetração circular e horizontal. O rebolado aqui é bem-vindo, tanto de quem está realizando os estímulos quanto quem estiver recebendo. Vai fazer toda a diferença!
O squirting vem para todo mundo?
Por mais que a prática prometa estimular a produção de fluidos da vulva depois do orgasmo, o squirting não é garantido ou fácil de alcançar. Nem todas as pessoas com vulva conseguem experimentar, pois depende de vários fatores que vão variar de pessoa para pessoa.
A Kunyaza pode aumentar as chances por conta da fricção e estimulação ritmada do clitóris e da vulva, o que ajuda no relaxamento, mas não dá para garantir que o squirting vai acontecer só por esse ou aquele estímulo.
Se resolver testar, o importante aqui é aproveitar o momento de conexão consigo mesma ou com a parceria e experimentar um outro tipo de orgasmo. Aproveite todas as sensações sem pressa e curta muito.









