15 filmes com cenas de orgasmos femininos reais para assistir agora
Nada de fingimento aqui! Marie Claire separa títulos que celebram a sexualidade feminina e o orgasmo genuíno vivido por elas
Um estudo publicado no The Journal of Sex Research em 2024 diz que a cada dez mulheres, seis já fingiram um orgasmo no sexo. São muitos os motivos por trás disso, que vão de medo desagradar a parceria (geralmente, homens cis) à vergonha de colocar seus desejos em prática. Se você já passou por isso, estamos juntas, mas há uma boa notícia: tem como sair dessa, seja se autoconhecendo, criando autonomia sexual ou aprendendo sobre o que te excita. E, vamos lá, filmes são uma ótima porta de entrada para explorar o erotismo e desejos; e, ao longo dos anos, já fomos presenteadas várias vezes com filmes que têm cenas de orgasmos femininos realistas.
Para você ter ideia, a primeira cena de orgasmo feminino em um filme não pornográfico acontece em 1933, no filme alemão Êxtase, representado pela atriz Hedy Lamarr. Isso fez o filme ser censurado e banido em diversos países.
Desde então, houve representações mais sutis ou mesmo nenhuma abordagem ao orgasmo feminino. E mais: quando existiam, eram comumente dirigidas pelo olhar masculino — ou seja, aquelas cenas com gemidos altíssimos e performances escandalosas que os homens pensam que caracteriza um orgasmo.
Mas, é claro, há alguns títulos que fogem à regra, que se tornaram muito menos raros agora que temos mais mulheres comandando cargos na indústria do cinema. Não só, mas um orgasmo de uma mulher em cena é muito mais do que, meramente, chegar ao ápice do prazer. Tem a ver com um momento de mudanças na vida da personalidade, em que se torna mais segura de si, libertas e determinadas, por exemplo.
A seguir, Marie Claire indica 15 filmes com cenas de orgasmos femininos reais que precisam entrar na sua lista.
Ligadas pelo Desejo (1996)
É um dos filmes sáficos mais celebrados do cinema. Dirigido pelas irmãs Wachowski, segue Corky (Gina Gershon), uma mulher que sai do sistema prisional e vive no mesmo prédio de Violet (Jennifer Tilly), casada com um chefe da máfia e vítima de violência doméstica. As duas se envolvem para tentar pôr um ponto final na situação e matá-lo, fugindo com o dinheiro. A principal cena de sexo entre as duas é intensa, com Violet sentindo que finalmente pode se entregar e sentir/dar prazer a outra pessoa. A tensão sexual permeia durante todo o longa.
Thelma e Louise (1991)
Clássico feminista, a trama segue a fuga de Thelma (Geena Davis) do marido abusivo acompanhada da amiga, Louise (Susan Sarandon), que foge depois de matar um homem que tentou violentá-la. No meio do caminho, encontram J.D. (Brad Pitt), um homem jovem e sedutor que se envolve com Thelma. A cena de sexo dos dois subverte papéis de gênero, com J.D. colocado enquanto objeto sexual para o prazer de Thelma. O diferencial, além do orgasmo, são as preliminares: os dois flertam muito com interesse mútuo e muito humor, o que ajuda a construir a química para os finalmentes.
Barbarella (1968)
O longa segue uma viajante do espaço do século 41, vivida por Jane Fonda, para prender um cientista que vem desenvolvendo uma criação que pode acabar com a paz da galáxia, que há anos aboliu as guerras. Uma das cenas mais emblemáticas do longa é quando fica presa em uma máquina sexual. Barbarella se deixa levar pelo momento com muito prazer, a ponto de quase comprometer sua missão.
A Dama da Lotação (1978)
Solange (Sônia Braga) se casa com o amigo de infância, Carlos (Nuno Leal Maia), que a estupra na noite de núpcias. Depois do trauma, ela para de desejá-lo e recobra autonomia de sua sexualidade ao transar com homens desconhecidos que encontra em um ônibus. Ela transa com eles em cachoeiras, encostada em árvores e onde mais der na telha, e essa acaba se tornando sua forma de proporcionar prazer para si mesma.
Queen & Slim - Os Perseguidos (2019)
Queen (Jodie Turner-Smith) e Slim (Daniel Kaluuya) têm o carro parado por um policial racista, que acaba morrendo. Para sobreviver, os dois precisam fugir pelo país e acabam tornando-se símbolo de resistência contra o racismo institucional e sistêmico nos Estados Unidos. O amor entre os dois surge durante essas andanças. A cena de sexo no carro não é só sexy: é tocante por simbolizar a conexão e o afeto que um entrega ao outro.
O Diário de Uma Virgem (2013)
Brandy (Aubrey Plaza) quer ganhar mais experiência sexual antes de acabar o ensino médio e entrar na faculdade. Para isso, ela faz uma "lista de tarefas" que deve cumprir para (assim ela pensa) conseguir concretizar seus planos. A cena mais conhecida do filme é uma em que Brandy se masturba e chega ao orgasmo. E pasme: a diretora Maggie Carey pediu que Plaza realmente se masturbasse nas filmagens. Foi o que ela fez, o que gerou controvérsias tanto na divulgação como anos depois de seu lançamento.
Cisne Negro (2010)
A bailarina Nina (Natalie Portman) passa a viver no limiar entre a realidade e o delírio quando é escalada para viver o Cisne Negro, papel mais importante do balé O Lago dos Cisnes. Enquanto tenta deixar de lado sua face mais dócil e assumir sua personalidade mais sombria, ela chega a se envolver brevemente com Lilly (Mila Kunis). É quando Nina descobre o orgasmo, o que a impulsiona a encarnar, de fato, o que é preciso para tornar-se a protagonista do balé (e de sua própria vida).
Duas Rainhas (2018)
O filme narra a história real de como Mary (Saoirse Ronan), a Rainha da Escócia, tenta destronar Elizabeth I (Margot Robbie) do trono da Inglaterra, após a morte do filho mais velho do rei que sucederia ao trono. A cena de orgasmo no longa acontece quando Mary recebe sexo oral de seu amante, Henry Darnley (Jack Lowden) e tem foco total nas expressões faciais de Ronan, o que coloca o prazer dela em perspectiva. "Essa é uma revelação sexual pura para ela. [Ela não está fazendo aquilo] para performar seu papel nem retribuir nada a ninguém. É para ela", celebrou a atriz em uma entrevista ao portal Refinery29.
Babygirl (2024)
Romy (Nicole Kidman) é uma CEO importante que tem um casamento satisfatório, mas morno, e vive dilemas na criação das filhas. Quando Samuel (Harris Dickinson) começa um estágio na empresa, os dois passam a se envolver num jogo de gato e rato delicioso, mas que pode colocar tudo a perder. É quando Romy finalmente pode assumir e viver sua fantasia de mulher submissa. A cena de orgasmo enquanto Samuel a masturba no chão de um quarto de hotel é um deleite.
O Mau Exemplo de Cameron Post (2018)
Cameron (Chloë Grace Moretz) é submetida contra a vontade à terapias de conversão (as chamadas "curas gay") depois de ser descoberta pelo próprio namorado transando com a rainha do baile de formatura da sua escola. É nesse ambiente inóspito que ela passa por momentos de autodescoberta. Por mais que seja encarada de forma negativa e inicie o enredo, a cena de sexo que abre o filme é celebrada por mostrar mulheres queer aproveitando prazer entre si.
Secretária (2002)
Lee (Maggie Gyllenhaal) acaba de ter alta depois de ser internada numa clínica por episódios graves de depressão e automutilação. Para se reintegrar, é contratada como secretária do misterioso advogado Sr. Grey (James Spader). As linhas são borradas quando Lee não só descobre que Grey é um sadomasoquista, como passa a descobrir que as punições que recebe do "patrão" são bem melhores do que as carícias amáveis que ela recebe de seu namorado, Peter (Jeremy Davies).
Namorados para Sempre (2010)
Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling) vivem um casamento apagado e decidem viajar no fim de semana para tentarem uma reconexão. Dizer mais do que isso pode estragar o filme, então vamos apenas dizer que, nos estágios iniciais do relacionamento dos dois, Cindy sente um orgasmo intenso depois de receber sexo oral de Dean.
Pobres Criaturas (2023)
O Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe) toma o corpo de uma mulher que se suicidou e coloca nela o cérebro de uma criança. Assim nasce Bella Baxter (Emma Stone), uma criança no corpo de uma adulta que, por isso, se desenvolve muito mais rápido. Quando alcança a "adolescência", ela descobre a masturbação e o orgasmo (em uma cena que foca, meramente, em seus pés se contorcendo). Aos poucos, homens que se envolvem com Bella tentam tutelar a forma como ela deve se comportar ou mesmo que expressar sua sexualidade é “impróprio”. Mas, por não entender as convenções sociais e o que se espera de uma mulher, subverte tudo para que possa ela própria escolher seu caminho.
Eu, Tu, Ele, Ela (1974)
Dirigido e estrelado pela diretora belga Chantal Akerman, o longa segue o cotidiano da vida de uma mulher que se coloca em isolamento em sua casa, em que escreve para si mesma e muda os móveis de lugar. Quando de repente decide sair, ela pega carona com um motorista de caminhão, com quem se envolve. Mas o coração do filme está na longuíssima cena de sexo com uma antiga namorada (Claire Wauthion). Por vezes, a relação se parece uma briga, em outras uma brincadeira, até se transformar em desejo. É uma cena celebrada pela realidade de corpos e por não se preocupar em ser "esteticamente correta", digamos.
A Mulher que Inventou o Amor (1980)
Uma amiga incentiva Doralice (Aldine Muller) a tornar-se prostituta e, de tanto cativar a atenção dos homens quanto por seus "dotes" sexuais, rapidamente ganha a reputação de Rainha do Gemido. Até que um de seus clientes peça para que ela seja sua esposa. O filme brasileiro dirigido por Jean Garrett coloca Doralice sempre enquanto protagonista de seus próprios desejos e vontades, mesmo quando é paga para isso. A cada aventura orgástica, ela parece se encontrar cada vez mais debaixo de sua própria pele.









