‘Tive um orgasmo em público enquanto meu namorado controlava um vibrador na minha calcinha’
Nossa repórter testou um vibrador de calcinha com o namorado em um passeio pelas ruas do centro de São Paulo
Domingo à tarde. Meu namorado e eu estamos numa mesa na nossa cantina italiana preferida: ele pede uma lasanha, e eu, um nhoque. É nosso aniversário de namoro: três anos juntos e contando. Quando estamos aqui, é de praxe que eu tome um gelato de sobremesa. Mas hoje seria diferente: dessa vez, o “doce” estava prestes a entrar no meio das minhas pernas. Atiço: “Depois do almoço, você vai ganhar uma surpresa”. Deixo ele pensando na mesa e vou ao banheiro. Cuidadosamente, prendo um vibrador no tecido de algodão da calcinha com um ímã.
Encaixo o pequeno bullet cor de cereja na vulva — que faz jus ao seu nome, Cherry, lançado recentemente pela Good Vibres — e tomo todo cuidado do mundo para deixar a pequena protuberância cara a cara com meu clitóris. Quem comandaria tudo, em plena luz do dia e aos olhos de todo mundo, seria meu namorado: o controle remoto, disfarçado de chaveiro eletrônico de carro, é o que faria os 10 modos de vibração aumentarem e diminuírem sem levantar suspeitas. Basta selecionar o botão de travar/destravar portas e voilá. Seria nosso segredinho.
Volto para a mesa e faço a egípcia, disfarço o máximo possível até o garçom trazer a conta. Logo hoje, mesmo com o restaurante meio vazio, a maquininha demora uma eternidade para chegar na mesa. Ou talvez nada mudou e só eu esteja contando os segundos para perigar ser detida por atentado ao pudor, mesmo com todas as roupas no corpo.
Saímos do restaurante. Acendo um cigarro e peço que ele feche os olhos. Coloco a “chave do carro” no bolso interno da jaqueta dele, minha empolgação lá no teto, como se ele estivesse de fato ganhando as chaves de uma Rolls-Royce.
Quando ele a encontra, já sabe do que estou falando e abre um sorriso malicioso, mas discreto, como se fosse nítido para quem seguia a vida ao redor. Afinal, eu mesma exibi o brinquedo quando chegou em casa, mas só para dar um gostinho do que ele poderia fazer comigo numa ocasião especial.
“A surpresa é pra mim, mas quem ganha o presente é você?”, ele pergunta, ainda com aquele sorriso no rosto. “O presente é seu”, respondo, “você é quem tem o controle.” Nos olhamos por alguns segundos, damos as mãos e caminhamos rumo ao cinema que nos espera. Me distraio. Tento me fazer esquecer daquela plataforma vibratória no meu clitóris enquanto subimos uma escadaria, que dá de frente a um hospital. Quero ser pega de surpresa.
Quando subo o último degrau, sinto uma vibração suave na vulva e na virilha. Mais pelo susto do que pelo tesão, me abaixo de cócoras. Não consigo conter um gemido alto. Começo a rir em seguida. Ele também. Como duas crianças que se divertem testando um brinquedo novo.
Leva algum tempo até que eu me recomponha. Só de sacanagem, ele foi aumentando a velocidade mesmo que eu pedisse para parar. E era exatamente isso que eu queria: que não parasse.
A sensação ficava mais intensa quando dava um passo depois do outro, quando minhas pernas roçavam e deixavam o vibrador ainda mais contra minha pele. A vontade era de dar um gemido por vez, que eu continha ao apertar a mão do meu namorado. Por sua vez, ele reagia com um sorriso. Dava para ver que estava se deleitando tanto quanto eu.
“Tá gostoso?”
“Melhor que isso seria só você dentro de mim.”
Ele desliga o vibrador para que eu me recomponha. Respiro fundo e tento, de novo, esquecer. Quero ser surpreendida de novo. Paramos para fotografar uma casa bonita. Um homem de corta vento verde brat, a dois quarteirões atrás, começa a cantar um sertanejo brega dos anos 2000. Rimos e, entre nós, somamos ao coro. “O meu coração se nega aceitar / Passa o tempo eu não esqueço de te amar.” De surpresa, o vibrador liga.
De novo, não consigo conter o gemido. “Não era pra você resistir?”, ele provoca com uma voz inocente. Safado. Fico um tempo parada no mesmo lugar, em pé, com as pernas contorcidas. Sinto que as pessoas que passam me olham, e por algum motivo isso me excita mais.
As provocações só começaram pra valer quando chegamos à sala cheia do cinema — é claro, tive o cuidado de pegar um par de ingressos no canto mais isolado da sala. Era uma sequência de terror insossa. “Será que você consegue ficar sem gemer?” Mais uma provocação. Já nos trailers, meu namorado seleciona, sem saber, uma vibração intermitente. Sentada na cadeira, espremo as pernas contra o corpo na esperança de conter qualquer som — tanto meu quanto do vibrador. Me concentro no silêncio entre um trailer e outro e fico aliviada quando não ouço nada.
Imaginava que, a cada toque no controle, era a boca dele engolindo com vontade aquela sobremesa. Me pergunto se aquelas 50 pessoas no escuro imaginam o que acontecia dentro da minha calça. Enquanto todo mundo levava sustos, eu estava molhada nas poltronas da frente.
A cada grito desesperado de uma vítima ou aumento de uma trilha sonora tensa, meu namorado fazia a putaria de aumentar a vibração. Caralho, não vou aguentar, penso enquanto tento focar em desvendar quem é o assassino na tela. Não sou de sair no meio do filme — aliás, acho um sacrilégio —, mas faltou pouco para arrastá-lo até um banheiro para que ele me comesse ali mesmo. Não sei se aguentaria até chegar em casa.
Tentei disfarçar a respiração ofegante, ao mesmo tempo em que, discretamente, acariciava o pau dele por cima da calça. A corrente elétrica que passava silenciosa pelo meu corpo ficou mais forte quando o senti duro. Mas não propus sair: queria deixar o tesão escalonar.
“Você pode aguentar mais um pouco?”, ele sussurra no meu ouvido enquanto aperta meu peito, discretamente. Sinto minha vulva piscar e a calcinha encharcar mais um pouco. Gozei enquanto, na tela, uma mulher tinha a garganta dilacerada por um gancho.
Os créditos rolam. Passei uma hora e meia de filme entre suspiros e espasmos, mas só nós sabemos. Levantamos. “Gostou do filme?”, ele pergunta. De novo, aquele sorriso sacana no rosto. Canalha. Penso que terei um tempo para me recompor, mas é só chegar à calçada lotada que a vibração retoma. Sinto minhas pernas tremerem e tenho medo de cair, mas sigo.
Meus dedos pulsam. Ele beija meu pescoço. Tento não gozar no meio da rua. Paramos num estande de sorvete e tento não gaguejar ao pedir um sundae de chocolate. Falho miseravelmente.
O metrô demora para passar — “os trens estão em velocidade reduzida devido a obras de expansão na Consolação”, anuncia uma voz na estação. Cidade maldita, penso, mesmo com tesão (ou apesar dele). A cada segundo longe de casa, sem poder tirar as roupas dele e poder dar fim àquela brincadeira toda, me desespero. Enquanto esperamos a boa vontade do maquinista, dou nele um beijo molhado, cheio de desejo, como se fôssemos dois adolescentes em início de namoro, não um casal que mora junto há alguns anos.
“Queria que você botasse minha calcinha de lado e me comesse aqui e agora”, digo, gemendo bem baixo no ouvido dele. Ele retruca. “Sei que você aguenta mais um pouquinho.” Penso no nosso segredinho e imagino um cenário em que podemos estar prestes a ser pegos. Alguém desconfiaria daquela melação toda e me pediria para abaixar as calças. A adrenalina aumenta. As vibrações, também. Tenho vontade de me tocar. Em vez disso, mordo o lábio inferior dele.
O metrô chega. O vagão está abarrotado. Peço pro meu namorado desligar o vibrador — não queria acidentalmente esbarrar na linha de uma importunação sexual, caso meu corpo se pensasse sem querer ao de outra pessoa. As estações vão passando, o metrô esvazia. A vibração volta quando ele percebe que somos, de novo, só nós dois em meio a o mundo.
Sinto a veia do meu pescoço pulsar mais rápido e forte, imagino que meu rosto esteja vermelho. Estou pegando fogo. E ninguém sabe. Só ele. Quando estou prestes a gozar de novo, a bateria do vibrador na calcinha acaba. Fico num misto de alívio e tristeza. Ele nota, mas não desarma.
“Deu sorte que não vou mais poder te torturar até chegar em casa”, ele me escreve no WhatsApp ao se sentar num assento separado do meu no ônibus cheio. Mesmo sem as vibrações, sentia aquele bullet roçar em mim enquanto minha cabeça imaginava como seria a transa dali a pouco.
Será que ele começaria a me beijar no elevador, sem se importar com as câmeras? Ou nos comportaríamos até dar a volta na fechadura da porta de casa? Ele vai tirar as roupas calmamente ou não vai dar nem tempo de desamarrar meu sapato? Será que ele vai arrancar minha calça e sentir, com gosto, que é só me penetrar ou vai querer sentir meu gosto?
Depois de tanto ficar exposta aos olhos públicos, prefiro deixar os detalhes do que aconteceu dali para frente só entre nós.
🍒 Vale a pena experimentar a Calcinha Vibratória Cherry, de Good Vibres?
Este foi o vibrador de calcinha usado para fazer o teste que rendeu a história que você acabou de ler. É realmente compacto, muito discreto e bastante silencioso — lembre-se: o teste foi feito numa sala de cinema e as vibrações não vazaram. O controle em formato de chaveiro eletrônico deixa o jogo todo mais lúdico e ainda mais escondido. Pode ser deixado tranquilamente em cima de mesas de restaurantes ou estar à mão sem ter medo de que ninguém ao redor entenda o que está acontecendo.
Todo o fator “segredo”, por estar vivendo tudo isso sem ninguém saber, foi o que deixou a experiência mais excitante. As duas pessoas se aproveitam disso como uma forma de atiçar a curiosidade e fazer crescer uma expectativa para o que virá depois.
O bullet é fácil de usar e encaixar. O único porém está em seu ímã em formato de coração. Por mais que seja um detalhe bem fofo, o ímã se perdeu em algum momento das andanças. Se for usar andando, saiba que o bullet pode escorregar, e pode ser preciso procurar um banheiro para ajustar a posição e continuar a brincadeira.
O mesmo vale para períodos de inatividade: se você se afastar demais do controle da parceria ou demorar muito para ligá-lo no controle, será preciso apertar o botão do bullet para “pareá-lo” ao controle. O que pode ser difícil de fazer em ambientes muito expostos, como a calçada, por exemplo.
As vibrações são bastante eficazes e estimulam não só o clitóris e a vulva, mas também a virilha e o começo das coxas — o que pode deixar quem tem sensibilidade nessas áreas com ainda mais tesão.
O preço atual do vibrador de calcinha é de R$ 399,90. E vale a pena comprar? Se o que você está procurando é um produto durável, fácil de usar e que entregue no quesito discrição, vale. A superfície aveludada de silicone também deixa tudo confortável, então não se preocupe com a possibilidade de machucar em contato com a vulva. A experiência pode ser maravilhosa para quem busca conexão com a parceria ou mesmo sair da rotina, deixando a vida sexual a dois (ou mais) ainda mais quente.
Além da Cherry, Marie Claire também compila outras cinco opções de vibrador de calcinha para experimentar. Faça bom proveito 🫦









