Prazer no pós-parto: 7 sex toys para se reconectar com o corpo após os filhos
Marie Claire ouviu de uma sexóloga por que os brinquedos sexuais são aliados na retomada da autoestima e do bem-estar das mães e o que levar em conta na hora de escolher o seu
Sim, mães também gozam e querem sentir prazer, mas a gente sabe que isso pode ser um desafio — sobretudo se você acabou de passar pelo parto ou está passando pelos primeiros anos de sua criança. Leva tempo até querer voltar a experimentar a própria sexualidade, que é muito impactada com a chegada de um bebê por inúmeras razões. Há receios, mas também sentimentos de culpa ao colocar o prazer em primeiro lugar (num momento em que as pessoas esperam que você se doe completamente para a maternidade). Mas não mais! Especialistas explicam que os vibradores podem ser grandes aliados para se reconectar com o corpo depois do parto.
A sexóloga Stephanie Seitz, diz que o prazer não desaparece na maternidade, mas fica escondido devido aos longos períodos de cansaço, sobrecarga mental, falta de tempo ou mesmo por um processo de distanciamento do próprio corpo — algo natural depois de tantas transformações. "A mulher deixa de se acessar e isso impacta diretamente a forma como ela se relaciona com o prazer e com vibradores", diz.
Não existe certo ou errado em termos de tempo para voltar a usar ou mesmo desejar querer sentir as boas vibrações ali embaixo. Seitz afirma que é preciso ser realista ao retomar o contato com sexo, sexualidade e sex toys. “Muitas mulheres acreditam que precisam de um momento ideal, mas ele quase nunca existe. O que funciona melhor é adaptar o prazer à realidade possível, com momentos mais curtos, sem pressão e sem expectativas altas”, explica. É aí que os vibradores entram em cena.
Os impactos da maternidade na sexualidade e no prazer
O corpo e a mente passam por enormes transformações durante e depois da gravidez. Fisicamente, o estrogênio e a progesterona caem, a mucosa vaginal atrofia e resseca e a falta de tempo, junto da priorização das necessidades do bebê, são só algumas das interferências. “Soma-se a isso a questão hormonal, principalmente no pós-parto e durante a amamentação, que pode reduzir a lubrificação e a resposta sexual”, diz Seitz.
Some isso ao fato de que pode ser difícil ter privacidade e ter um momento totalmente a sós — seja porque você ouviu o bebê chorar ou porque familiares, parcerias e amigos podem ser mais frequentes em casa, justamente para dar apoio. Some isso ao fato de ser acionada o tempo inteiro e precisar, por vezes, “se esconder” para conseguir ter um momento para respirar.
O puerpério é um período ainda mais delicado neste sentido. Afinal, existe tempo de resguardo e é o momento de adaptação de fatores da vida. A sexóloga indica que, neste caso, é preciso incluir o corpo com ainda mais cuidado.
“Existe um tempo fisiológico de recuperação que não pode ser ignorado. Depois do parto, seja normal ou cesárea, o organismo passa por um processo de cicatrização, reorganização muscular e ajuste hormonal”, explica a médica. Ela acrescenta que, em geral, a penetração só deve ser retomada com liberação médica, normalmente entre 30 e 45 dias depois do parto. “Mas esse prazo não é uma regra rígida, já que cada corpo responde de um jeito”, reforça. “Mesmo após esse período, é comum que haja ressecamento vaginal, principalmente em mulheres que estão amamentando, devido à queda dos níveis de estrogênio. Além disso, pode existir sensibilidade na região pélvica, especialmente em casos de laceração ou episiotomia. Por isso, a introdução de qualquer estímulo deve ser gradual”, ela acrescenta.
A especialista afirma que, para além do físico, há um aspecto emocional que muitas vezes é negligenciado. “Muitas mulheres, depois que se tornam mães, passam a se enxergar apenas nesse papel. Com isso, o espaço para o prazer, inclusive o prazer individual, vem acompanhado de culpa, como se cuidar de si fosse um excesso”, explica. Mas não é. “Retomar o contato com o próprio corpo, inclusive pelo uso de vibradores, não é sobre sexualidade isolada, mas reafirmar identidade, autoestima, saúde mental e sentir bem-estar. A maternidade transforma profundamente a mulher, mas ela não anula quem ela é.”
Como escolher o melhor vibrador no pós-parto?
Justamente pela necessidade de ter mais cuidado com o corpo, Seitz indica que, sobretudo no puerpério, você priorize sex toys de estímulos externos; ou seja, que estimulem a área da vulva e do clitóris, como sugadores, vibradores, bullets, plataformas vibratórias e mais. “O uso de vibradores com penetração só deve acontecer quando houver conforto real, não apenas liberação de tempo”, orienta a sexóloga. “E, mesmo assim, é importante começar com modelos menores, anatômicos e com controle de intensidade.” A lubrificação deixa de ser um detalhe e passa a ser parte essencial desse processo. Então, além dos brinquedinhos em si, pode ser um bom momento para aderir (ainda mais) aos lubrificantes.
Outros critérios que você pode levar em consideração no momento da escolha é o silêncio. Justamente pela falta de privacidade, optar por modelos discretos, à prova d’água e que se destacam por abafar mais o som dos motores podem sair na frente. Inclusive, você pode deixar modelinhos pequenos espalhados por cantos estratégicos da casa para “se presentear” com mais naturalidade e frequência, se assim desejar.
Sentiu dor? Pare!
Como você já notou, não existem regras prontas e a prioridade deve ser conforto, segurança e prazer. Dores podem acontecer, mas NÃO devem ser encaradas como uma consequência da adaptação. “Dor é um sinal de que o corpo está pedindo mais tempo, mais cuidado ou mesmo uma avaliação profissional”, diz Seitz.
7 sex toys para se reconectar com o corpo após os filhos
💦 Para uma experiência mais prazerosa e confortável, use lubrificantes à base d’água, que são compatíveis com os toys e não estragam o material.
Vibrador Bella, de Intt (R$ 130 – R$ 170)
Com um design delicado e toque aveludado, é uma boa pedida para quem busca uma retomada suave. A ponta arredondada permite estímulos precisos, mas sem a intensidade excessiva que alguns modelos maiores entregam. É perfeito para massagear a vulva e o clitóris com calma e, por ser recarregável e muito silencioso, garante discrição.
Mini Varinha Mágica Cute, de Good Vibres (R$ 273)
Clássica no mundinho dos sex toys, a varinha mágica aparece menor aqui, entregando uma vibração que espalha mais pela vulva que oferece conforto em momentos de muita sensibilidade. É recarregável, silenciosa e perfeita para ter à mão na gaveta ao lado da cama.
Vibrador Sweet Treat, de Satisfyer (R$ 300)
Se a cabeça tá cheia e você busca um brinquedo intuitivo, então esta é uma opção descomplicada: é só encostar, sem precisar aplicar pressão e nem ser precisa. As lâminas de silicone distribuem amplamente a vibração e evitam estímulos muito concentrados. Tem 5 modos de vibração ajustáveis de forma gradual e confortável, sem sobrecarga sensorial.
Sugador Pulse Lite Neo, de Svakom (R$ 359)
Oferece estimulação por sucção suave e sem necessidade de contato indireto, bons atributos para quem está em fases de sensibilidade e ressecamento e quer evitar muita intensidade. Com diferentes níveis de intensidade, permite modular a experiência sem exigir estímulos contínuos ou uso das mãos.
Vibrador MIA 3, de LELO (R$ 529)
Discreto, portátil e com vibrações silenciosas, é pensado para uso rápido e direto no clitóris, ótimo para dias de pouco tempo ou energia. Tem formato de batom com ponta esculpida para estímulo preciso, que facilita chegar ao prazer em pouco tempo
Satisfyer Pro 2, de Satisfyer (R$ 544)
Com estímulo em ondas, não requer contato direto no clitóris para fazer gozar, o que pode aliviar muito para quem sente ressecamento e mais sensibilidade por reduzir o atrito. Também se encaixa bem na lógica de pouco tempo e pouca energia.
Vibrador Mimi Soft Purple, de Je Joue (R$ 600)
A camada extra de silicone macio suaviza o contato e distribui a vibração, evitando estímulos muito concentrados. Funciona bem para quem não tem o orgasmo como meta, mas a reconexão com o próprio corpo. O formato simples e intuitivo oferece estímulos graduais e menos direcionados.









