Zoo rebate críticas após vazamento de vídeos íntimos: ‘Vendo para quem tem idade para consumir’
Em conversa com Marie Claire, Zoo contou sobre as medidas jurídicas que foram tomadas após vazamento, como é a sua relação com a produção de conteúdo + 18 e como lida com as críticas à maternidade
Nas últimas semanas, a cantora e influenciadora Zoo tem enfrentado uma crise. É que vídeos publicados em uma plataforma de conteúdo adulto estão se espalhando pela internet. A divulgação não autorizada rendeu uma série de críticas à influenciadora. Os comentários envolvem não só o seu trabalho como criadora de conteúdo adulto, mas também críticas relacionadas à maternidade e à exposição pública.
Em entrevista à Marie Claire, Zoo conta que já imaginava que um vazamento poderia acontecer em algum momento, mesmo que as plataformas tenham medidas de segurança para impedir que isso aconteça. “O fato de vazarem meu conteúdo é responsabilidade dessas pessoas, não minha, porque eu posto e vendo para assinantes que têm idade para consumir”, diz.
A influenciadora teve o amparo da equipe jurídica da plataforma, que tem derrubado páginas, contas e sites que compartilharam os vídeos sem autorização. “Eles agem rápido. Eu mando o link e a plataforma faz uma nota extrajudicial e pede a exclusão dos conteúdos em 24 horas antes de entrar com outras medidas”, explica Zoo.
Para ela, todo o burburinho em torno do caso escancara uma contradição frequente na internet: o mesmo público que consome conteúdos adultos costuma ser o que mais condena as mulheres que trabalham com isso. “É muito hipócrita quem aponta o dedo e julga, porque todos que viram o meu vídeo foram atrás dele”, declara.
A repercussão também teve impacto direto na procura por seu perfil na plataforma. Zoo afirma que chegou a ficar três dias em primeiro lugar no ranking de criadoras após o vazamento. “Óbvio que eu não queria ter os conteúdos vazados, mas, de certa forma, criou mais engajamento, as pessoas ficaram mais curiosas e acabei ganhando mais assinantes”, relata.
Além das críticas ao vídeos, Zoo também viu o nome do ex-marido, Christian Figueiredo, ser constantemente envolvido nas discussões. Para ela, a insistência em associar sua imagem ao antigo relacionamento é mais uma tentativa de diminuir a sua autonomia. “Sou ex dele, mas não é ele que está produzindo conteúdo, sou eu. Então, use meu nome.”
A influenciadora também critica a forma como os comentários tentam transformar a sua escolha profissional em uma espécie de causa do fim do casamento. “É muito comum as pessoas apontarem o dedo e falarem: ‘nossa, terminou para fazer isso’ ou ‘depois que teve filho está fazendo isso, que absurdo!’. E se eu tivesse feito os vídeos antes de ter filho? Mudaria alguma coisa?”, questiona.
“Sempre tive liberdade com meu corpo”
Antes mesmo de entrar no universo das plataformas adultas, Zoo já construía uma relação profissional com a própria imagem. Aos 18 anos, fez o primeiro ensaio sensual para a Revista Trip. Depois vieram outros trabalhos, incluindo um convite, em 2014, para posar para o Suicide Girls, plataforma conhecida por reunir fotos de modelos alternativas.
“Meu corpo nunca foi visto como algo proibido ou como algo que deve ser escondido. Eu sempre tive essa liberdade”, lembra. Para ela, a nudez nunca foi um obstáculo. Ao contrário: ela afirma que sempre enxergou a exposição do próprio corpo como uma escolha pessoal e uma possibilidade de trabalho.
A decisão de começar a produzir conteúdo adulto aconteceu de forma gradual. Com o passar do tempo, Zoo percebeu que já existia um interesse do público pelos ensaios que ela produzia. “Sempre teve mercado para isso. Eu fui só aproveitando as oportunidades”, afirma. “Prefiro monetizar com o meu corpo do que divulgar jogos de aposta.”
“Mãe é mãe não importa com o que trabalhe”
A influenciadora diz que se incomodou com as mensagens que diminuem sua maternidade. “As pessoas querem usar o meu trabalho para me ferir. Eu estou em paz, porque meus filhos são crianças”, desabafa. “Quando eles crescerem e tiverem entendimento, eu faço questão de conversar com eles da mesma forma que converso sobre tudo o que é da faixa etária deles.”
Zoo não vê o seu trabalho com a produção de conteúdo adulto como algo que comprometa sua relação com os filhos. Para ela, o julgamento público tenta transferir para ela uma responsabilidade que deveria recair sobre adultos que compartilham ou permitem que crianças e adolescentes tenham acesso à conteúdo +18.
“A partir do momento que um adolescente chegar a falar sobre isso para o meu filho, querendo usar como argumento para jogar contra mim, pode ter certeza que foi algum adulto que passou isso para ele.”
Ela diz que se sente segura em relação à educação que oferece aos filhos e diz que não pretende pautar suas escolhas profissionais pelo medo de julgamentos futuros. “Mãe vai ser mãe independentemente do que ela trabalha. Os filhos vão respeitar as mães pelo que elas são dentro de casa, e não fora de casa.”









